04/07/2008 07:58

Os Geeks Que Salvam o Dia!

Depois de conferir a estréia de Reaper no Universal Channel cheguei a conclusão que os geeks estão em alta em Hollywood. Parece que os canais conduziram pesquisas para saber o que o público quer ver e a resposta certamente foi: queremos algo diferente dos “Jack Bauers” da vida. Coincidência ou não, esta semana eu estava reparando várias similaridades entre Chuck, Reaper e The Big Bang Theory. Curiosamente, as duas primeiras são dramas de ação centrados em jovens comuns que trabalham em grandes lojas de departamento e, por fatores alheios às suas vontades, foram obrigados a prestar serviços para perigosas organizações (o Governo dos EUA e o Inferno, respectivamente). Já “Big Bang” não tem pinta de super produção (pois é uma comedia de câmera fixa), mas seus protagonistas captam toda essa essência de “cultuadores” do pop alternativo vista nas outras.



Chuck Bartowski e Sam Oliver precisam ainda esconder suas novas “identidade secretas” para protegerem quem amam e ambos têm reiterados problemas pessoais com mulheres e compromissos (um com a irmã e o outro com a namorada). Sheldon e Leonard, por sua vez, ainda precisam conhecer mulheres para terem problemas com elas… Todos têm iPods carregados com bandas indie tipo Arcade Fire, vestem-se com roupas vintage e não conseguem ficar muito tempo longe de uma rede Wi-Fi. A fórmula repetida parece que vem dando resultado: Reaper, Chuck e The Big Bang Theory não são obras primas da TV, mas são agradáveis de ver e cumprem o que prometem. Eu apenas acho que Reaper tem a tendência de ser repetitiva demais, com episódios esquemáticos (seguem sempre o mesmo storyline, sem inovar) e isso a torna um pouco inferior que as demais. Qual a sua preferida?

enviada por Bruno Carvalho



03/07/2008 08:10

Chuck e Hellboy Jogam Vídeogame!

Poxa, outro dia estávamos falando de crossover de séries aqui no blog e por coincidência saiu essa campanha de divulgação do filme Hellboy II: O Exército Dourado com o Chuck Bartowski da série Chuck! No pequeno spot para TV, os dois lamentam porque o Governo dos EUA não os deixam sair mais, já que ambos são peculiares funcionários federais (ótima sacada)! Eles aproveitam para fantasiarem sobre como seria legal se o mundo soubesse que eles são super-heróis... Confira o divertido vídeo:


Também fizeram uma cena cena menor, mas igualmente divertida! Hellboy II estréia no dia 5 de Setembro no Brasil e Chuck ainda não tem data para retornar na Warner.

enviada por Bruno Carvalho



02/07/2008 00:07

TV Paga: Chega de Desrespeitar o Assinante!

É fato: como prestadores de serviços, emissoras e operadoras de TV a cabo vêm testando demais a paciência do pagante. Antes esporádicos, os tais "erros de satélite" (desculpa largamente utilizada) estão causando cada vez mais falhas de transmissão, que se concentram primordialmente nos canais de séries como Sony, AXN e Warner. São séries que aparecem sem legenda, programas inteiramente veiculados em outro idioma (quase sempre o espanhol), isso sem contar nos clássicos erros de tradução, problemas de sincronia de legendas, excesso de comerciais (Polishop e cia.) e até mesmo cortes de sinal. E mesmo quando o assinante sai da passiva inércia e procura alguma forma de reclamar, a mensagem nunca chega ao destino. Afinal, os principais canais de séries apenas mantêm escritórios no Brasil para cuidar de publicidade e divulgação. O sinal e suas falhas vêm de retransmissoras na América Central, inclusive muitos tradutores profissionais são brasileiros residentes nos EUA que têm cada vez menos acesso à nossa língua pátria (daí a quantidade absurda de erros).



Não adianta ir atrás da operadora, dos canais ou até mesmo da ANATEL. A impunidade impera, já que até o próprio regulamento que a agência criou para defender os nossos direitos não é respeitado. Passamos meses com a promessa de que os SACs seriam gratuitos, rápidos e eficientes e que pontos adicionais não seriam mais cobrados. Vã esperança. O texto entrou em vigor para nada. Outro sério problema que começa a invadir a TV é a imposição de conteúdo dublado, sem dar opção ao assinante (de qualquer pacote, não somente os digitais) de assistir com legendas que funcionem sem falhas. Universal Channel, Sci-Fi, Sony e A&E já têm faixas de programas dublados (alguns como no caso do A&E com uma péssima qualidade, diga-se de passagem) e a tendência na busca da audiência fácil é que todos virem uma FOX da vida. Há 1 ano tomamos o golpe da Raposa e o tal Pedrinho da propaganda veio fazer cocô na nossa casa. Até quando vamos deixar isso barato? Toda Sociedade dos Blogs de Séries já iniciou um movimento contra toda essa palhaçada. Deixem seu nome e recado para os canais nos comentários para participar. Mandaremos TODAS as mensagens para as respectivas assessorias.

* Todos os links desta matéria remetem a postagens do próprio blog demonstrando que o descaso vem de muito tempo.

enviada por Bruno Carvalho



01/07/2008 06:53

LOST no AXN: É Hora de Voltar

É um pouco chato bater nesta tecla, mas há 4 anos LOST é uma série de mistérios e perguntas que geralmente tem algumas de suas respostas entregues nos finais de temporada. Por isso, após mais um incrível ano, era perfeitamente aceitável que todos nós estivéssemos ávidos por algumas migalhas de informações sobre a natureza da ilha, seus habitantes originais e sua curiosa mitologia. Sob esse prisma, exclusivamente, não posso ignorar que o final deixou muito, mas muito a desejar. Os produtores falam demais, muito hype é gerado em convenções, fóruns e afins e pouca coisa é efetivamente materializada. Parte desta sensação negativa que impera em quem terminou de assistir um ótimo episódio (olha que ironia) é culpa dos recém introduzidos flashfowards, que muitas vezes fazem com que certos acontecimentos pudessem ser facilmente inferidos ou esperados por todos nós, afastando completamente o elemento surpresa. Dito isso, reconheço que toda a seqüência de acontecimentos desencadeada já no início foi de tirar o fôlego, desde a impressionante luta de Sayid com Keamy, até a complicada jornada dos Oceanic 6 para fora da ilha, que envolveu o barco de Penny e encerrou de forma singela o importante arco de Desmond com sua amada.



Mas tomara que história do casal que começou bem antes da queda do vôo 815 (e a causou) tome novos rumos, já que o sobrenome Widmore ainda deve dar muito o que falar nos próximos 2 anos que temos pela frente. Na ilha como nós a conhecíamos uma importante mudança de poder ocorreu e a ascensão de John Locke em detrimento de Benjamin Linus, embora anunciada, não deixou de ser marcante. Foi curioso perceber também que a partir daquele momento em que Ben girou a “alavanca” da ilha ele acabou indo parar fora dela no deserto onde futuramente iria encontrar Sayid para iniciar uma nova e sombria empreitada. Mesmo com um episódio lotado de histórias que se convergeram, muita coisa ainda ficou pendente, como a situação de Claire, a missão especial de Sun e a promessa de que veríamos o Dr. Marvin Candle (ou Edgar Halliwax) na ilha e um flashback com o piloto original do avião, denotando certa falta de competência dos produtores em amarrar as pontas que eles deixaram soltas.



Contudo, vários elementos característicos de um final de temporada foram mantidos: a fumaça negra no horizonte (aqui representada pela explosão do cargueiro), um evento geológico inexplicável e algumas referências históricas como a de Hurley sobre o Sr. Eko. De volta ao futuro, a principal revelação de There's No Place Like Home foi mesmo a do morto do caixão, John Locke. Isso sim foi chocante, já que a sua última aparição vivo demonstrava que um novo e promissor caminho estava à sua frente. Foi igualmente impactante saber também que após a saída dos Oceanic 6, coisas horríveis aconteceram na ilha, mesmo depois da destruição do cargueiro e da morte de Keamy e seu grupo de mercenários. Ainda é cedo para avaliar tudo que vimos (principalmente a controversa cena do desaparecimento da ínsula), mas reitero que este não foi um final que fez jus à 4ª temporada, apesar dos episódios em si terem sido ótimos. Felizmente o chamado de Jack deverá se concretizar e daqui a 8 longos meses estaremos todos (necessariamente) de volta à ilha. É bom mesmo que Benjamin Linus tenha um ótimo plano na manga.



Cotação Bruno Carvalho:
Episódios “4x13: There's No Place Like Home, Part II” e “4x14: There's No Place Like Home, Part III” exibidos em 30/06/2008 no AXN.

Repercutindo os Episódios:

O Crescimento de Walt: Finalmente foi explicado o mistério envolvendo a previsão dos produtores sobre o crescimento de Walt na série. Depois de muita especulação se ele seria especial, se viajou no tempo etc. a resposta veio de forma simples: ele apenas será visto nos flashfowards, que acontecem 3 anos após o acidente, justificando a aparência de velho dele.

O "Searcher": Revelado também a natureza da missão de Penelope Widmore e seu grupo de "portugueses": ela buscava sinais de Desmond através do navio "Searcher", que aparentemente nada tem a ver com a missão que seu pai Charles Widmore encomendou.

Nascida na Ilha: Como Miles insinuou, esta não foi a primeira vez que Charlotte Lewis pisou na ilha. Ao que tudo indica, ela é nativa do local e passou anos buscando o retorno. Provavelmente sua mãe fazia parte da Iniciativa Dharma e engravidou fora da ilha, da mesma forma que aconteceu com Claire.

enviada por Bruno Carvalho



01/07/2008 00:02

Um Recado Para a Raposa

Nós não esquecemos.



Hoje todos os blogs da Sociedade estão exibindo este banner pra lembrar você, consumidor, que há um ano tomamos o golpe da Raposa e até hoje somente quem pode assinar os caros pacotes digitais tem acesso à opção de ver séries legendadas e com som original na FOX. A promessa do executivo Marcello, de que a solução seria pra TODOS, não foi cumprida. Amanhã analisaremos com calma a questão não só da FOX, mas de todos os canais e operadoras de TV paga. Contarei com a participação de vocês.

enviada por Bruno Carvalho



30/06/2008 13:42

Sindicato dos Atores Garante Que Não Haverá Greve

Hollywood mal acabou de contabilizar os prejuízos da Greve dos Roteiristas e uma nova ameaça de paralização começou há alguns meses, tendo em vista o fim do prazo contratual (vencido hoje) entre os dois Sindicatos dos Atores e a Associação de Produtores. Contudo, para a felicidade geral da nação de fãs de séries, o SAG, que reúne a grande maioria dos artistas norte-americanos, divulgou ontem que não há qualquer risco de seus profissionais afiliados entrarem em greve: “não teremos plebiscitos internos no sentido de autorizar uma greve, que somente ocorreria para desviar as negociações que continuam acontecendo”. Como eu sempre disse aqui, com os parâmetros definidos com Diretores e Roteiristas sobre a remuneração por conteúdo exibido em novas mídias, fica muito complicado para um sindicato querer negociar algo completamente fora do que está sendo praticado no mercado. Um outro sindicato menor, o AFTRA, que também inclui profissionais do rádio, já finalizou as negociações preliminares e agora seus membros votarão se aceitarão o novo contrato ou não. De qualquer forma, os riscos foram minimizados e parece que tudo será resolvido na paz. O próximo fall season agradece.

enviada por Bruno Carvalho



30/06/2008 00:43

Tá Tudo em Espanhol na Warner!

Há semanas estamos recebendo mensagens do Brasil inteiro de que o canal da Warner está veiculando suas chamadas e vinhetas inteiramente em espanhol. Apesar de muitos acharem que a falha é localizada (pois sempre relatam qual é a operadora que possuem), verificamos que o problema é geral. Vale ressaltar que muito dificilmente uma operadora apresentará um problema semelhante isolado. A culpa não é da NET, Sky, Vivax ou Oi TV. O descaso vem da própria Warner, que parece que esqueceu que aqui falamos português. Mais que um erro, isso é a prova de que os canais de séries não estão nem aí pro assinante. Confira no vídeo os exemplos que pegamos ao longo da semana passada, mostrando que não é algo esporádico. Todos os comerciais estão assim:


Edit: Leitores também relataram que em algumas regiões ao invés do áudio em espanhol, as chamadas estão sendo veiculadas em inglês.

enviada por Bruno Carvalho



29/06/2008 00:10

Enquete Movel: Possiveis Crossovers

Esta semana falamos do crossover entre Two and a Half Men com CSI e os leitores relembraram varios outros que ja ocorreram nas series, como os presenciais de ER com Friends, ou até mesmo os referenciais como de Mad About You e Seinfeld. Mas quais outros crossovers voces achariam interessantes ou inusitados de ver?

enviada por Bruno Carvalho



28/06/2008 01:23

Emmy 2008: Os Finalistas Para Melhor Série!

Começamos, finalmente, a cobertura do Primetime Emmy Awards que entra em sua sexagésima edição este ano. Nesta semana a Academia de Artes e Ciências da Televisão fez algo inteiramente sem precedentes e revelou uma lista dos 10 finalistas à disputa da estatueta de Melhor Série nas categorias drama e comédia, faltando apenas 3 semanas para o anúncio dos indicados. Eis os 10 mais em cada segmento:



Como toda lista, é claro que é injusta. Mesmo assim, achei surpreendente séries como Friday Night Lights, Family Guy (uma animação fora da categoria) e Flight of the Concords estarem ali, principalmente FNL, que foi totalmente ignorada em sua primeira (e superior) temporada ano passado. Outra boa novidade, na minha opinião, foi a ausência de Desperate Housewives, que já foi mais do que reconhecida pela academia e agora abre espaço para Weeds, por exemplo, ter a chance de obter o prêmio inédito nesta categoria. Com relação aos dramas, também não podemos reclamar muito, já que abriram espaço para ótimas produções como Boston Legal e The Wire. Aliás, os canais a cabo continuam dando um show em cima dos abertos.

As melhores séries da temporada estão ali, Dexter e Damages (ambas de TV paga), junto com as carimbadas de sempre (House, LOST e Grey’s Anatomy). Mas a grande ausência é a de In Treatment, que foi notada por praticamente toda importante publicação que repercutiu a lista. Embora injusta, a falta de indicação não é inexplicável: In Treatment é uma série excelente e revolucionária, mas que precisa ser apreciada no conjunto, pois é exibida diariamente como uma novela e a banca do Emmy, como todos sabemos, vota em peso com base em episódios isolados e pré-selecionados. Ainda assim, a lista é eqüilibrada e promissora. É uma pena que cada coluna precisará ser reduzida pela metade em 17 de Julho quando os indicados serão lidos por Neil Patrick Harris, o Barney de How I Met Your Mother. Quais são as suas apostas para compor a listagem final de indicados?

enviada por Bruno Carvalho



27/06/2008 07:59

Season Pass: Friday Night Lights, Ano 1

Esse é um Season Pass diferente, pois falarei aqui sobre a 1ª temporada do drama Friday Night Lights que recentemente foi lançado em DVD no Brasil. Graças ao horário que o Sony colocou a série (sexta-feira à noite), não é todo mundo que teve a oportunidade de conferir esta incrível produção da NBC americana, que já vai para sua 3ª temporada. Eu fui um dos que descoriu a série há pouco tempo e fiquei viciado. Centrada na família do treinador Eric Taylor, o drama percorre a saga do tradicional time de futebol americano, os Panthers, de uma pequena cidade no interior do Texas que vive uma profunda recessão econômica. O time, por esta razão, acabou virando o principal responsável por levantar a baixa moral do local enquanto seus jogadores enfrentam diversos conflitos pessoais e buscam o titulo estadual. O primeiro desafio acontece já no início da temporada, quando o astro do time fica paraplégico após um acidente em campo.



Mais que uma série sobre um esporte pouco conhecido de nós brasileiros, Friday Night Lights se estabeleceu como um dos melhores e mais realistas dramas teen da recente história da TV, por apresentar situações plausíveis e acessíveis, totalmente diferentes das que vimos nas séries de jovens ricos da Califórnia (The OC e Beverly Hills 90210) e até mesmo da elite de Manhattan (Gossip Girl). Criada por Peter Berg, a série não ter medo de ser crua ao retratar assuntos corriqueiros como família, sexo, drogas e até mesmo guerra, de forma sempre profunda, franca e muito interessante. Dá pra se surpreender inclusive com as atuações firmes e concisas de todo o elenco que é composto, em grande parte, por vários estreantes. O impressionante trabalho de fotografia é primoroso (e praticamente inédito em TV), me deixando perplexo o fato de que como esta produção não tenha o merecido destaque dos canais que a exibem, tanto nos EUA como no Brasil. Se você ainda não conhece, corra atrás: compre alugue ou peça emprestado. Garanto que vai se surpreender também.

Cotação Bruno Carvalho:
Friday Night Lights, 1ª temporada. Disponível em DVD. Comentaremos os episódios da 3ª temporada a partir do próximo Fall Season.

enviada por Bruno Carvalho



26/06/2008 08:07

CSI Com Toques de Two and a Half Men!

O AXN exibiu esta semana o episódio de CSI intitulado Two and a Half Deaths, que foi escrito por Chuck Lorre e Lee Arohnsohn, costumeiramente responsáveis pela comédia Two and a Half Men. Porém, ao invés de se limitarem a incluir alguns elementos do gênero no episódio, como fizeram os roteiristas do drama de Gil Grissom na comédia dos Harper, aqui a experiência foi elevada a um nível superior. A história se iniciou com a morte de Annabelle (interpretada pela ótima Katey Sagal, de Married... With Children), uma egocêntrica estrela de sitcom e mais uma morte (e meia) que aconteceu depois. Mas a trama em si foi apenas uma desculpa para que Lorre e Arohsohn brincassem de forma ilimitada com o show business e até mesmo com as próprias produções, tanto na cena em que um produtor de TV diz “ei, pessoas bonitas trabalhando com perícia criminal? Temos uma boa série aí”, quanto na óbvia (mas ótima) piada com Angus T. Jones (o Jake) fumando um charuto ao lado de Charlie Sheen e Jon Cryer na frente de um trailer do estúdio.



Mas a metalinguagem não ficou somente nas piadas. Todo o episódio trouxe ótimos momentos onde foram abordados diversos temas e assuntos recorrente à indústria TV: falaram de fall season, temporadas, casting, jump the shark (quando uma série se perde), roteirização in loco, produção executiva, extras, stand ins, captação de imagens em fullscreen e HDTV (foto) e até mesmo uma engraçadíssima menção ao Emmy que William Petersen nunca recebeu pelo seu ótimo desempenho na série. A conclusão não foi das melhores, mas como eu disse, a história do crime e tudo mais foi apenas coadjuvante desta intrigante aula sobre TV que vimos. Esta idéia de trocar roteiristas, diretores e atores é sempre bem vinda e lembro que desde quando a Phoebe de Friends se encontrava com sua irmã Ursula de Mad About You sou fascinado por crossovers. Isso deveria ocorrer mais em Hollywood, para dar uma alavancada em algumas séries. De quais outros crossovers legis vocês se lembram?

enviada por Bruno Carvalho



25/06/2008 08:16

LOST no AXN: Caminhos Convergentes

LOST é hoje uma série que aprendeu a explorar seus méritos narrativos à máxima capacidade, especialmente quando está se aproximando de um final de temporada. Em mais um episódio épico, vimos os caminhos e destinos se convergerem neste “início de fim”. O que importou na primeira parte de There’s no Place Like Home foi a ponte que começou a ser montada para os bombásticos acontecimentos do final, trilhando possibilidades imprevisíveis. Como é bom ser ignorante assistindo LOST, sem ter a mínima idéia da forma que as coisas irão tomar. O episódio já começou com uma cena que nós somente poderíamos esperar ver no final de toda a série: a coletiva de imprensa dos sobreviventes do vôo 815.



Mas no lugar de alegria e festa, o evento foi marcado pela angustia de seis pessoas que não podem revelar o que aconteceu de forma alguma, porque a história ainda não acabou. Pra mim o flashfoward mais significativo foi o de Sun, que finalmente encontrou sua redenção ao enfrentar o seu pai pela primeira vez na vida. Ironicamente, a despeito de tudo que ela passou, a coreana somente conseguiu o respeito do velho comprando participação acionária nas indústrias Paik com a própria indenização que recebeu. Jack descobriu sobre o seu parentesco com Claire e Aaron intempestivamente (pois ao que tudo indica a loira deve mesmo ter morrido), Sayid reencontrou-se com Nadia (embora sabemos que isso não ficará assim por muito tempo) e Hurley se viu novamente assombrado pelos números malditos.



Na ilha e em seus arredores uma seqüência de encontros e desencontros continuou a ligar os pontos entre o presente e o futuro dos grupos, que muitas vezes têm interesses divergentes. A Orquídea é o destino da vez, uma estação que já sabemos estar ligada a experimentos com tempo e espaço. Cheio de referências à mitologia de toda a série (em especial o "live together, die alone"), o episódio teve seu ponto alto com o retorno dos Outros, que pareciam estar apenas aguardando a inevitável hora de agir com aquele clássico cerco a Kate e Sayid. E mais uma vez é a astúcia e a genialidade de Benjamin Linus (novamente se deixando capturar) que poderá salvar o dia nesta inimaginável jornada, já que ele sempre tem um plano B (só Locke não aprendeu isso até agora). LOST está em seu melhor momento de todos os tempos e, nas palavras de Jack, “nós temos que voltar”! Começo a ficar deprimido porque estamos tão próximos do final, e me refiro ao derradeiro encerramento de daqui a dois anos!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio "4x12: There's No Place Like Home, Pt. 1" exibido em 23/06/2008 no AXN.

enviada por Bruno Carvalho



24/06/2008 00:03

Grey's Anatomy: Liberdade, Liberdade!

E lá se foi mais um ano no Seattle Grace Hospital... Foi uma temporada que iniciou conturbada, mas no final acabou dando tudo certo. Um dos principais trunfos desta ótima reta final foi colocar Meredith Grey no papel de destaque que, pelo titulo da série, sempre deveria ter sido dela. Ellen Pompeo cresceu muito como atriz e quem a criticou nas primeiras temporadas deve reconhecer agora a sua evolução. Mas vamos combinar que nem tudo foram flores no episódio, especialmente com aquele caso do menino no concreto cenográfico, que ficou artificial demais e não conseguiu transmitir a sensação de urgência que a situação demandava. Felizmente a série conseguiu abstrair disso com o tratamento experimental contra tumores que finalmente deu certo, mas não antes de levar sua última vitima, separando para sempre o L.J. de Prison Break de seu primeiro e único amor. Outro grande destaque foi a continuação do caso de Alex e a ex-“Jane Doe”, mostrando o lado mais sensível do insensível médico e explicando os motivos de sua altruísta atitude.



Reitero aqui, ainda, o que disse em algumas matérias anteriores, de que a melhor coisa que aconteceu em Grey’s Anatomy este ano foi, curiosamente, a história da terapia de Grey na trama. Por isso, a segunda metade de Freedom trouxe a redenção do instável casal de protagonistas e de toda a 4ª temporada (e parte da terceira também, não é mesmo?), fazendo com que aquele chato vai e vem se transformasse em uma história empolgante de ver, com direito ainda a um final poético e que abriu inúmeras possibilidades para o próximo ano. Outra coisa muito legal foi aquele discurso de O’Maley para o Chief, que acabou transcendendo a tela e funcionou como uma carta de Shonda Rhimes para os fãs: dêem uma segunda chance a George! Todo mundo já ganhou uma, por que não ele? Apareceu formado também o primeiro casal gay da série com Hahn e Torres finalmente juntas. Esse foi um episódio de libertações, que restabeleceu Grey’s Anatomy de uma vez por todas como um dos melhores dramas da TV!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio “4x16, 4x17: Freedom” exibido em 23/06/2008 no Sony.

enviada por Bruno Carvalho



23/06/2008 00:05

Afinal, Qual é a Idade de Jack Bauer?

Muitos sites republicaram recentemente uma nota do The New York Post, que afirmava que Jack Bauer estrearia a 7ª temporada de 24 como um "cinqüentão", já que o canal FOX divulgou que haverá um lapso de 4 anos após o final da 6º ano. Para chegarem neste número, eles pegaram uma informação que dá conta que o personagem tinha 35 anos no início de tudo, e foram fazendo equivocados somatórios dos saltos no tempo entre os "dias" em que Bauer salvou os EUA. Essa soma supostamente totalizaria 17 anos (daí 35 + 17 = 52), certo? Errado. Conversando com o Juliano do blog Cavalca's, utilizamos os mandados presidenciais vistos na série para estabelecer que não poderia ter passado mais de 14 anos de storyline entre as 7 temporadas, isso já incluindo o último salto anunciado. Este artigo da Wikipedia, por sua vez, foi ainda mais específico e registra que se passaram exatamente 9,16 anos entre o 1º e o 6º ano e, com mais 4, estaríamos então com 13,16 anos de intervalo no total.



Ainda assim, discutir a idade de Jack Bauer é querer definir o sexo dos anjos. Cada um faz sua conta: para o site TV Squad ele terá 52 no "dia" que vem, para o blog Poltrona TV, 49, e por aí vai. Mas o fato é que a série nunca fez questão de criar qualquer tipo de referência direta ou indireta com fatos e cronologia reais. Se fôssemos exigir esta correlação, o drama já estaria anos no futuro. Uma informação sem referencia da 24 Wiki, por exemplo, diz que Bauer nasceu em 18 de Fevereiro 1966. Daí se considerarmos que a próxima temporada será exibida em 2009, ele poderia estar, no máximo, com 43 anos (Kiefer tem 41 hoje). Mas mesmo assim, como eu disse, eles nunca fizeram questão de estabelecer o ano em que estão, pois 24 se passa em universo inteiramente fictício. Ele poderia ter até 60 anos, mas isso não é e nunca foi importante! Como os próprios criadores da série já afirmaram, os saltos no tempo são para efeitos meramente dramáticos ou criativos – e não para transformar em notícia a suposta idade de seu protagonista. Jack Bauer já virou um super-herói icônico e todos nós sabemos que super-heróis não envelhecem! Do contrário o Super-Homem hoje usaria bengalas.

24 retorna nos EUA no dia 23 de Novembro deste ano com um telefilme especial e os episódios em seqüência se iniciam a partir de 2009, sem qualquer previsão de estréia no Brasil.

enviada por Bruno Carvalho



22/06/2008 00:21

Enquete Movel: Series Que Decepcionaram

Esta semana falei de True Blood, serie criada por Alan Ball e que decepcionou bastante, principalmente considerando que ele tambem criou a excelente Six Feet Under e as expectativas eram altas. Com quais series voces apostaram todas as fichas e depois viram que o resultado nao ficou tao bom assim? Qual foi o piloto que mais te decepcionou?

enviada por Bruno Carvalho



21/06/2008 12:32

LOST no AXN: A Linha de Sucessão

É sempre assim: depois de um episódio mediano, LOST traz uma seqüência de acontecimentos de tirar o fôlego, que muitas vezes nos fazem repensar todos os conceitos da série. Neste mais recente, Cabin Fever, a antiqüíssima Teoria do Recrutamento foi contundentemente confirmada. A ilha, através de seus diversos mandatários, queria aqueles passageiros do vôo 815 ali para a importante missão de salvar o lugar. O líder não poderia deixar de ser outro: John Locke, que desde o seu nascimento vimos que possui uma ligação íntima com a misteriosa ínsula. Richard Alpert também está de volta com uma aparição absolutamente surpreendente, junto com Matthew Abbadon, o suposto porta-voz da Oceanic Air.



No cargueiro, a morte de Michael foi novamente requisitada, mas impedida pelas circunstâncias sobrenaturais, pois ele ainda tem um importante trabalho a fazer antes de partir dessa pra melhor, como ele tanto quer. Mas o fato mais curioso, claro, foi o acontecimento que culminou na morte do médico da embarcação, cujo corpo havia aparecido pelo menos um dia antes na praia. Ora, então quer dizer que a ilha está adiantada do tempo real? Mas e o atraso de 31 minutos medido pelo experimento de Daniel Faraday em The Economist? Impossível saber, mas é factível deduzir que esta diferença de tempo não é constante como a equação “Penny está para Desmond”, por exemplo. Eu ainda me pergunto como LOST consegue ficar cada vez melhor à medida que apresenta ainda mais mistérios e enigmas (o único problema é quando adiam demais para respondê-los).



Apesar do “golpe militar” de Keamy e da sinistra aparição do matemático Horace (que levou Ben à Iniciativa Dharma), foi John Locke que roubou todas a cena neste episódio. Claramente despreparado para atender aos primeiros chamados da ilha, ele foi submetido aos mais cruéis testes da vida que enfim tornaram sua redenção iminente no papel de Novo Líder. E como tal, apos o inusitado encontro com Christian Sheppard e sua filha Claire (estaria ela morta?) na cabana de Jacob, ele já sabe o que fazer: precisa mover a ilha de lugar! Como ele fará isso, se fisicamente ou metaforicamente, eu não sei. Quem sabe os aparentemente imortais (ou viajantes do tempo) apareçam para ajudar neste serviço. O fato é que a estrela principal desta inigualável 4ª temporada está sob os pés dos sobreviventes do vôo Oceanic desde sempre: a ilha; e é preciso salvá-la desesperadamente. Nós precisávamos de um episódio inspirador como este!

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio "4x11: Cabin Fever" exibido em 16/06/2008 no AXN.

Repercutindo o Episódio

- Imortal ou Viajante do Tempo? Muito tem sido discutido sobre a natureza de Richard Alpert. Afinal, ele realmente não envelhece? Discordo. Com as insinuações da 4a temporada sobre as discrepâncias de tempo, bem como aquela recente viagem de Ben à Tunísia, em que ele não sabia quando estava, tenho tendência a acreditar que ele seja um viajante do tempo, ao invés de "imortal". Na lógica da série, esta segunda hipótese é muito mais provável e plausível. O que vocês acham?

enviada por Bruno Carvalho



20/06/2008 08:05

LiGado em Série Responde!

Olá Bruno! Gostaria de saber quando a Fox irá exibir a segunda temporada de Dexter! Ou já está exibindo? A verdade é que nunca me inteiro das notícias sobre o canal, até porque seu nível de desrespeito não me motiva a endossá-lo. Abraços! (Raphael Pinheiro, de Belém)
Olha Rafael, ainda não começou a ser exibida e o canal não deu nenhuma previsão. A assessoria nos disse que embora a 2ª temporada já tenha sido inteiramente veiculada nos EUA em 2007, eles recebem a programação mês a mês e para Julho não consta Dexter na lista. Aproveitei e perguntei sobre o 3º ano de Prison Break, que também já acabou lá fora e está sendo exibido pela Fox Latin America em vários países. O drama de Scofield só vai continuar aqui a partir de 31 de Julho e dublado! Especula-se que a demora para a estréia ocorre devido aos procedimentos de dublagem destas atrações.

Por que atores que atuam em seriados da ABC ou NBC estão diretos no David Letterman que é da CBS?, Isso não viola o contrato lá, não? E outra coisa a respeito de estúdios e TV: por que a programação da FOX americana não é passada aqui na FOX brasileira? Não é mesma empresa? Tipo, House lá é na FOX e aqui no Universal Channel? Como funcionam esses direitos de transmissão? (Abelardo, Goiânia)
Bom, com relação às aparições, as emissoras nos EUA possuem um certo “acordo entre cavalheiros” que permite que atores e atrizes divulguem seus trabalhos em outros canais, sem a constante necessidade de serem “autorizados” como a Globo faz no Brasil. Muitas vezes, inclusive, o contrato deles é com o estúdio que produz a série e não com o canal (e estúdios sempre querem muita divulgação...). Com relação à programação, não é sempre que a emissora nos EUA coincide com a do Brasil por conta dos direitos de preferência estabelecidos em contrato. O que define isso hoje é justamente qual estúdio produz a série, ao invés do canal que a exibe. House lá fora passa mesmo na FOX, mas é produzida pela Universal Studios. Por isso ela é exibida aqui no Universal Channel, que detém a preferência de compra. É claro que os canais daqui podem optar por não exercer esse direito de preferência, mas aí cada caso é um caso.

Bruno, é verdade que todo o elenco de Skins vai mudar para o terceiro ano da série? (Cris)
Sim, Cris, é verdade. O produtor executivo do drama inglês Bryan Esley disse que todo o elenco será substituído e que “apesar de existirem riscos associados a esta decisão, ela foi tomada mesmo assim”. Ele ainda explicou que o canal britânico E4, que exibe a série por lá, não gostou muito da idéia no início, mas depois deu o sinal verde. Essa também deverá ser uma tendência para as próximas temporadas: eles vão apresentar personagens em uma temporada, desenvolvê-los na seguinte para depois renovar tudo de novo. “É excitante, nunca ficaremos estagnados e desta maneira poderemos contar nossas histórias de novas formas”, completou Esley. Infelizmente a nova temporada de Skins ainda não tem previsão de exibição no Brasil.

Oi! Queria saber quando a série Reaper estréia no Brasil e quando é que o Universal Channel pretende exibir a 2ª temporada de Brothers & Sisters. (Victor Hugo Soares, Manaus)
É o seu dia de sorte, Victor, pois o Universal Channel vai estrear Reaper hoje a partir das 21h, no lugar anteriormente ocupado por Heroes, que só deve voltar em 2009. Sobre Brothers & Sisters nenhuma previsão sobre o retorno da série ainda foi feito, mas com certeza ela deverá vir depois que terminarem de veicular a série Greek, que atualmente ocupa o seu horário.

Se você tem dúvidas sobre programação, séries novas, antigas ou qualuer outro assunto relacionado, mande sua dúvida por e-mail ou deixe-a nos comentários, pois pesquisaremos e responderemos no próximo LiGado em Série Responde!

enviada por Bruno Carvalho



19/06/2008 00:15

Preview: True Blood, Os Vampiros Caipiras da HBO


Séries de vampiros dos mais variados estilos tomaram conta da TV nos últimos anos: já vimos uma caçadora de imortais (Buffy), um spin-off com uma dessas caças (Angel), um mestiço justiceiro dos quadrinhos (Blade) e até uma com um vampiro detetive bom samaritano (Moonligght). Por isso, quando soube que uma das novas apostas da HBO para a próxima temporada era um drama justamente com o tema “vampiros”, não fiquei nada animado. Aí li nos créditos o nome Alan Ball, o criador da série que considero uma das melhores de todos os tempos, Six Feet Under, e achei que poderia ser interessante. Mas problema é que o piloto vazou, eu assisti, e estou até agora sem saber como descrevê-la para vocês.



Não é que True Blood seja ruim. É que é muito ruim! A trama, baseada na “obra” Southern Vampire de Charlaine Harris, se passa num típico interior sulista americano, numa sociedade que descobriu recentemente a existência desses seres e passou a conviver harmoniosamente com eles, graças ao lançamento de uma bebida sintética que simula o sangue humano e dá aos sedentos todos os nutrientes que eles precisam, sem terem mais que atacar inocentes para se satisfazerem. Precisa de mais? A protagonista, Sookie (interpretada por Anna Paquin), é uma telepata (sim, ela ouve pensamentos alheios e não é vampira) que no piloto acaba salvando um desses seres de um ataque, pois um casal de sádicos queria roubar seu sangue. Você até poderia achar que existe uma boa série aí, mas acredite, não existe. Dá pra ver que eles também querem ser trash a qualquer custo, inclusive jogando histórias paralelas que não têm a menor conexão com nada como a de uma mulher que tem tara por vampiros e acaba morta (depois de uma das cenas com um dos piores efeitos especiais dos últimos tempos - a que se passa em um vídeo de sexo caseiro).



Durante quase uma hora inteira, uma incompreensível e inexplicável seqüência de acontecimentos tomou conta da tela, com direito ainda a um dos piores textos que já vi encenados: “Eles estão nos encarando porque eu sou um vampiro... E você... É uma mortal”. Isso sem contar no elenco inexpressivo, pois toda hora eu esperava os verdadeiros protagonistas aparecerem - o que nunca aconteceu. O episódio inicia e termina sem apresentar qualquer tipo propósito que estabeleça um tom para a série e eu sinceramente não consegui sacar qual é a dessa produção e como grandes nomes estão envolvidos em algo tão... insosso! Eu realmente queria gostar ou entender o que vi, mas não dá. Talvez tudo mude a partir do segundo episódio ou a versão que saiu esteja inteiramente inacabada, porque pra True Blood ser uma boa série, precisam apagar tudo e começar de novo. Isso definitivamente não é TV e nem tem a qualidade HBO.

Cotação Bruno Carvalho:
True Blood Preair: exibição teste e não definitiva do piloto da série. A cotação poderá variar caso ocorram modificações significativas na versão que for exibida na TV.

enviada por Bruno Carvalho



18/06/2008 00:00

LOST no AXN: Um Lar Sem Perspectivas

Eu detesto ter que fazer isso, mas não tem outro jeito: Something Nice Back Home não só foi um episódio lento, arrastado e às vezes até desnecessário, como já detém o título de “o pior desta temporada”. Faltando apenas 3 capítulos para o final, os produtores Carlton Cuse e Damon Lindelof não podiam ter dado esse presente de grego aos fãs da série, com mais fillers e poucas revelações. De fato, os únicos momentos interessantes foram os iniciais, quando descobrimos que no futuro Jack e Kate chegam a morar juntos por um tempo, permitindo que o quebra-cabeça da cronologia dos flashfowards fique um pouco mais completo. Mas tirando isso, como um espectador não tão obcecado por destrinchar cada frame da série como muitos por aí, não consegui tirar mais nada de proveitoso do episódio.



Essa constante indefinição sobre a natureza das “aparições” de mortos já extrapolou os limites do aceitável e até mesmo a anunciada visita de Christian Shepard à Jack mal chegou a acontecer e foi interrompida. Na ilha, o comportamento errático dos sobreviventes também traz uma sensação de que a história está estagnada, tirando um ou outro evento esparso como Jin exigindo de Charlotte que ela leve Sun no helicóptero (sabemos que ela vai levar) ou a sensitividade de Miles, confirmando que uma das melhores personagens da série, Danielle Russeau, foi mesmo morta e já está enterrada. O lance da operação de Jack e a montagem do mini-hospital de Juliet deu vontade de rir e o gran-finale com Claire desaparecendo foi um tremendo anti-clímax. Eles vão jogar essa carta de novo, revisitando acontecimentos da primeira temporada?



É claro que podemos citar algumas nuances, como o fato de Jack estar com apendicite num lugar onde não se fica doente (a ilha quer que ele fique, ó!) ou o recado do falecido Charlie de que Aaron não deve ser criado por seu tio, mas isso realmente se perdeu no meio de tanta enrolação. Eu sei que LOST é uma série que tem muitos créditos conosco, mas é bom eles não continuarem abusando.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio "4x10: Something Nice Back Home" exibido em 09/06/2008. Matéria originalmente publicada em 01/05/2008e republicada para leitores que acompanham pela TV, devido aos problemas de acesso no Arquivo Mensal do blog.

enviada por Bruno Carvalho



17/06/2008 10:48

Grey's Anatomy: Perdendo a Cabeça

A 4ª temporada de Grey’s Anatomy, que começou duramente criticada pelos fãs, está chegando ao fim com uma invejável seqüência de episódios, provando que a série pode se reinventar sem perder a sua identidade. O drama conseguiu restabelecer o equilíbrio entre os casos da semana e a vida pessoal dos cirurgiões, especialmente com o tratamento experimental de Meredith e Derek, que, é claro, continua matando todos os cobaias. Em Losing My Mind também descobrimos junto com Izzie (que continua inútil na série) que Rebecca realmente não estava grávida e sofria de um mal psicológico chamado “gravidez histérica”. Eu só não consegui entender a obsessão de Alex, que sempre se mostrou insensível com mulheres, em cuidar da moça a qualquer custo, ainda mais contando que ela tem marido e família. O episódio ainda dosou com maestria diversas histórias paralelas: o triangulo Hahn, Torres e McSteamy (com uma óbvia conclusão no elevador), O'Maley e as tarefas do Chief e até mesmo os problemas maritais de Bailey, que voltou a ter seus característicos ápices dramáticos. Mas a história mais comovente foi a da paciente que supostamente tinha um namorado imaginário em função de um tumor, mas que no fim das contas ele surpreendentemente era real. Se você abandonou Grey’s Anatomy este ano, seja por conta das histórias bobas de Izzie, a chatice de Yang ou a inconstância de Grey e Shepard, está na hora de voltar. Garanto que não vai se arrepender, pois a série acaba de se recuperar totalmente de tudo isso e o season finale promete ser bastante intenso.

Cotação Bruno Carvalho:
Episódio "4x15: Losing My Mind" exibido em 16/06/2008 no Sony.

enviada por Bruno Carvalho



16/06/2008 23:18

Warner Continua Aprontando...

Será que esse ano a Warner vai conseguir superar a Raposa no quesito desrespeito ao assinante? Durante todo o dia leitores do Brasil inteiro relataram problemas com as legendas do canal ao longo do final de semana. Os textos muitas vezes sequer apareciam nas atrações e a falha não foi pontual de uma operadora - aconteceu em todas. Ironicamente antes o problema mais comum na TV paga era o excesso de erros nas traduções e agora é a falta delas! É claro que eles vão divulgar uma nota dizendo que esse foi um problema do satélite ou da retransmissora, blá blá blá, e que farão de tudo para que não aconteça de novo. Mas o problema é que vai acontecer e por isso nós não vamos deixar de registrar aqui o ocorrido. Então, peço a todos que se sentiram lesados pelo Warner Channel que deixem aqui a sua mensagem de protesto, pois encaminharei todas elas diretamente para a assessoria de imprensa do canal. Faça-se ouvir. Ficaremos em cima disso até se retratarem.

Ilustrando a matéria temos uma captura de tela da Warner datada de Maio de 2007, mostrando que problemas em legendas não é algo esporádico e atual. É puro descaso mesmo e que vem de muito tempo. PS: Leitores relataram que este problema que indico na imagem também aconteceu no final de semana.

enviada por Bruno Carvalho



16/06/2008 08:05

Preview: Fringe, Nova Série de J.J. Abrams


Fringe Science ou ciência marginal é um estabelecido método de pesquisa que foge completamente do ortodoxo, introduzindo conceitos avançados que não são oficialmente reconhecidos como “boa ciência” por falta de provas ou confirmação de sua existência. Podemos citar regeneração avançada de tecidos, telecinese, clarificação de células, controle de mente e até mesmo reanimação de cadáveres como estudos exemplares. O LiGado em Serie teve acesso ao screener da mega produção de J.J. Abrams, que tem início em um horripilante incidente ocorrido no vôo 627 que seguia de Hamburgo para Boston, onde todos os 147 passageiros apareceram literalmente derretidos e desintegrados. Na tentativa de descobrir o que aconteceu, são acionados os agentes do FBI Olivia Dunham (Anna Torv) e John Scott (Mark Valley, Boston Legal), pois aparentemente o caso se tratava de um ataque biológico terrorista.



Mas no avançar da investigação vamos descobrindo junto com Olivia que outras ocorrências bizarras como esta vêm acontecendo ao redor do mundo, no que é referido como o padrão: desde um paciente que acorda do coma revelando segredos militares até mesmo crianças que desapareceram por anos e reapareceram sem envelhecerem um só dia. Por isso, ela precisará da ajuda do Dr. Walter Bishop (John Noble), um cientista acadêmico que está internado há 17 anos em um manicômio, mas que em sua melhor época especializou-se justamente em realizar experiências no campo da ciência marginal. Para isso, ela se vê obrigada a persuadir o único parente do doutor: seu filho Peter (Joshua Jackson, Dawson’s Creek), que ressente o obscuro passado de seu pai, mas é o único que pode dar acesso a ele. Com óbvias semelhanças a LOST, a série tem um interessante começo, mas que inevitavelmente esbarra em um dos mais recorrentes clichês do gênero “drama de mistério”: uma poderosa companhia que está por trás de tudo.



A Massive Dinamics em Fringe é uma espécie de Hanso Foundation moderna e ainda mais poderosa, que sob a fachada de uma empresa multibilionária, desenvolve diversas soluções médicas e esconde informações mais sigilosas do que as do próprio governo americano. Por isso, se você não gosta de “série sem respostas” passe longe deste drama, pois durante os 81 minutos do piloto, restou imperiosa a noção de que sempre estaremos presenciando “a ponta do iceberg”. Também não teremos aqui personagens carismáticos ou doses de descontração como ocorre na ilha dos perdidos. Fringe segue um ritmo frenético, mas completamente voltado para a obscuridade, sempre com cenas intimistas e visualmente carregadas. A trilha-sonora é de Michael Giacchino e muitas vezes é exatamente idêntica a que ouvimos em LOST, demonstrando certa falta de inventividade do compositor (e não adianta vir com essa de "homenagem").



Por fim, cumpre ressaltar que embora eficiente, a direção de Alex Graves tende a ser esquemática e mecânica, mostrando sempre o que nós esperaríamos ver em uma série como essa (inclusive na nada original seqüência que se passa em um “sonho controlado”), com exceção da excelente cena inicial do incidente no avião e das perseguições. Mesmo assim dá pra esperar que Fringe seja o grande sucesso da próxima temporada, pois possui elementos positivos suficientes para criar uma aura de cultuação – aquela concepção gráfica dos caracteres na tela é brilhante – com um clima de mistério antes visto com tanta intensidade numa série de TV somente em The X-Files. Aliás, tirando a temática extraterrestre (que não deverá ser abordada aqui) a série poderia até mesmo ser um spin-off do clássico de Chris Carter, pois assumidamente segue seus passos. Fringe estréia no segundo semestre na TV americana, ainda sem previsão de exibição no Brasil.

Cotação Bruno Carvalho:
Fringe Preair: exibição teste e não definitiva do piloto da série. A cotação poderá variar caso ocorram modificações significativas na versão que for exibida na TV.

enviada por Bruno Carvalho



15/06/2008 00:39

Jon Voight Será o Novo Vilão de 24 Horas!

Um ano sem Jack Bauer, mas as notícias da produção da nova temporada estão cada vez mais promissoras. Além do telefilme que será exibido no dia 23 de Novembro nos EUA e das escalações de Janeane Garofalo e Carlos Bernard (que voltará como Tony Almeida), o ator Jon Voight já está confirmado como um dos vilões. O prólogo, que servirá de ponte entre os eventos do 6º e 7º ano, também terá a presença do ator e foi parcialmente filmado na África do Sul. A trama trará Bauer vivendo como um nômade em busca de um local onde possa viver em paz. Porém, ele acabará envolvido em um incidente internacional e até mesmo um golpe militar. Teremos ainda o retorno de Mary Lynn Rajskub como Chloe O’Brien e James Morisson como Bill Buchanan. Pela primeira vez Jack deixará a CTU Los Angeles e prestará seus importantes serviços na capital administrativa dos EUA, Washington D.C. A 7ª temporada de 24 deverá estrear em Janeiro de 2009 na Fox americana, sem previsão para o Brasil.

enviada por Bruno Carvalho



14/06/2008 00:01

Upfront 2008/2009: A Super Programação da NBC!

O canal NBC, responsável por exibir várias séries como The Office, Heroes, The Apprentice, 30 Rock, Chuck, Medium e Law and Order preparou uma mega temporada com estréias que não mais ficarão concentradas no fall season. São produções de vários gêneros e estilos e tem muita coisa promissora por vir, como Kings, Crusoe, Merlin, The Philantropist e, é claro, o aguardadíssimo spin off de The Office. Depois de algumas quedas de audiência nas últimas temporadas, a emissora que uma vez já foi a número 1 dos EUA com as séries Friends e Seinfeld, nas tradicionais "Quintas de Comédia", preparou um vídeo super bacana para divulgar tudo que está na agulha para ser exibido e que em breve também chegará na TV paga brasileira. Vale a pena conferir:


Dica do Revista TV Séries da colega de Sociedade Fernanda Furquim.

enviada por Bruno Carvalho



13/06/2008 07:57

Concurso Cultural: Casais de Séries!

Semana dos namorados, muito romance na vida real e nas séries. É o clima perfeito para um Concurso Cultural, não? Ross e Rachel, Carrie e Mr. Big, Jack e Kate, Kate e Sawyer, Lyla e Jason... Muitos casais embalam os dramas e comédias da telinha. Mas eu queria saber de vocês: qual casal mais marcou uma série até hoje? Quem responder deixando nome, e-mail e cidade concorrerá a 1 (um) Box com a 1ª temporada completa de Sex and the City! A escolha da resposta mais criativa será feita por banca julgadora. Participem!



Edit: Em cumprimento à Lei 5.768/71 o vencedor não mais será indicado com base em sorteio, e sim através de escolha de resposta, à exclusivo critério de banca julgadora. Quem já participou e quiser mandar outra resposta, fique à vontade. O prazo do Concurso Cultural se estenderá até segunda 16/06!

Edit 2: Liliane Borges levará pra casa o box com a 1ª temporada de Sex and the City. A resposta dela foi simples, mas nostálgica, relembrando um dos melhores episódios de Friends:

"Ross e Rachel, porque "os lagostas" foram feitos um para o outro".

enviada por Bruno Carvalho






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