28/08/2008 01:24
A derrota que se comemora
O São Paulo está fora da Copa Sul-Americana e um 0 x 0 destes, em um Morumbi às moscas (nada é tão solitário quanto um Morumbi vazio), só deixa uma pergunta no ar:
-- Isso é bom ou ruim para o São Paulo?
Tenho a impressão (na verdade, a certeza mesmo) de que esta é uma eliminação daquelas que o torcedor agradece aos céus. O time não foi humilhado, empatou os dois jogos, não tem mais que se preocupar com um torneio de que não gosta e não precisa.
Foi tudo muito rápido e indolor para o Tricolor, que agora pode centrar suas forças no que realmente faz sentido para seu torcedor: voltar à Libertadores. Cada clube tem sua realidade. Esta é a do São Paulo.
Foi tudo dentro do "planejado". Ou seria exagero afirmar isso? Com a palavra, o são-paulino.
enviada por Rizek
27/08/2008 19:46
Direto do forno
Estas são as três capas da edição de setembro da Placar. A revista começa a chegar aos assinantes a partir desta quinta-feira.
Cardápio:
Rogério x Marcos - Placar tenta pôr (um pouco de...) razão na velha discussão de boteco em São Paulo. E responde quem, afinal, é o melhor do Brasil.
Lelé da Cuca - Ele é um dos melhores treinadores do Brasil. Mas o técnico do Fluminense tem cada mania esquisita...
Inacreditável! Como o Grêmio se transformou no melhor time do Brasil
Deco - Ele já brilhou como coadjuvante. Agora no Chelsea, Deco virou o "astro"
Risco Brasil - Arnaldo Ribeiro e Alexandre Battibugli, nossos enviados à China, colaram no time do Dunga e explicam como fica a seleção depois do bronze. Perdemos o ouro. Vamos perder uma geração?
D´Alessandro - O gringo é o maior presente do centenário colorado. Conheça mais um sucessor de Maradona -- todo camisa 10 marrento, os vizinhos logo acham que é o novo Pibe...
Ainda tem ranking de refugos do futebol brasileiro, o técnico alemão que assumiu o Íbis (era auxiliar do Schuster!), futebol de várzea e outras coisas mais.
Boa leitura.
Sem comentários
Aos leitores que têm se queixado (com razão) sobre a baixa freqüência de respostas aos comentários (a marca deste blog é responder aos leitores!), aviso que há mais de uma semana o sistema do iG para gerenciá-los está amarelando mais que o Brasil em Pequim. Dizem que isso vai ser resolvido em breve. Até lá, só posso pedir desculpas. Também estou sentindo falta da brincadeira, mas sigo lendo todos eles e respondendo os que consigo, dependendo do "humor" aqui do nosso querido sistema...
enviada por Rizek
26/08/2008 18:23
Meu caro Dodô,
E lá se foi mais um clube... São Paulo, Santos, Palmeiras, Botafogo, Fluminense. Talvez o Corinthians daqui a pouco. Só camisa forte. E sempre com status. Você é bom de bola mesmo. Mas conseguiu sair sem deixar saudade em lugar nenhum.
Será que você pára para pensar nisso, prezado artilheiro? Pergunto porque a gente, aqui do outro lado, não sabe ao certo se estas coisas são importantes para vocês -- para você, especificamente. É uma curiosidade de todo mundo que acompanha futebol: vocês se importam?
Daqui a pouco acaba a sua carreira, meu caro centroavante, e o futebol vai ter passado assim, como num piscar de olhos para você. Ídolo de que clube, querido por qual torcida?
O futebol certamente lhe deu muitas coisas boas, meu caro. E nos arquivos você vai constar sempre como o artilheiro dos gols bonitos, o jogador capaz de atuações como a que gente viu na partida contra Arsenal, pela Libertadores. Mas na biblioteca de que clube? Na memória de que torcedor?
Sinceramente não quero discutir, agora, os motivos que fizeram isso acontecer, meu caro Dodô. Faço apenas uma pergunta: você se importa com isso? Não entenda como acusação. É apenas uma pergunta mesmo.
enviada por Rizek
25/08/2008 21:21
Saldão Chinês
O desempenho do Brasil nas Olimpíadas foi do nosso tamanho mesmo, nenhuma surpresa. Ser o 23º no quadro de medalhas está ótimo (para o nosso país). Dureza é ser o 70º no Ranking de Desenvolviomento Humano, que mede qualidade de vida... (empresto o comentário do Bodão no Arena desta segunda-feira).
Como sempre, as (poucas) vitórias foram do brasileiro, não do Brasil. Pergunte aos judocas o quanto nosso país ajudou para eles terem chegado lá, tirando o fato de que aqui não temos terremoto. Ao César Cielo, que treina nos Estados Unidos. À Maurren. Às jogadoras de futebol. Não é só o COB ou as federações. É o país mesmo. O que o Brasil fez para que eles pudessem ser competidores de alto nível, que estrutura ofereceu para que eles se formassem como atletas? No Brasil, vence o talento e a dedicação do brasileiro, não a organização. O vôlei é nossa exceção e exemplo a ser seguido. A ginástica, parece, também começa um bom caminho.
Não tenho a pretensão aqui de fazer um balanço "profundo" das competições olímpicas. Divido com vocês minhas despretensiosas conclusões.
Melhor equipe
Não é o time de basquete (masculino) dos Estados Unidos... Só porque não conseguiram passear em cima da campeã mundial Espanha na final. Ao contrário das
mulheres, que atropelaram as australianas campeãs do mundo de um jeito até constrangedor na decisão (95 a 62). Mas as ianques não estão sozinhas no pódio dos esportes coletivos. Em segundo lugar, logo atrás delas, o time feminino de vôlei do Brasil, que perdeu apenas um set em toda a competição! E como dupla também é equipe (no limite, mas é), o bronze fica com Walsh/May, do vôlei de praia são de uma perfeição absurda em todos os fundamentos. A May defende cortadas impossíveis já levantando a bola para a Walsh, que coloca todas na areia. Pareciam de outro planeta no meio das concorrentes. O bronze fica com elas porque chamar dupla de coletivo é um pouco forçado, vai...
A revelação
Nascido no dia 21 de Outubro de 1990, Richard Ricky Rubio assombrou o mundo com o basquete que jogou. O cara fez infiltração no garrafão americano antes mesmo de tirar a carta de motorista!
O bronze que vale ouro
Detesto este clichê. Mas se o brasileiro entende que deve comemorar a prata no vôlei masculino como o fim de um ciclo vitorioso, a Argentina faz o mesmo com o bronze no basquete. Perdeu na estréia para a Lituânia, mas depois fez partidas fantásticas (inclusive contra os Estados Unidos, na semifinal). Vai dar saudade ver
Manu Ginóbili defendendo o basquete vizinho. No basquete, nos resta ter orgulho da Argentina...
Troféu Dunga
Achei tão bobo ver a
Mari mandando os críticos calarem a boca depois de ganhar o ouro. Que bobagem, mulher. Você é campeã olímpica, a maior glória que podia atingir, e na hora de comemorar vai se lembrar de quem lhe criticou quatro anos atrás? Faça-me o favor. Repetiu o lamentável gesto do Dunga, ao erguer a taça da Copa do Mundo em 1994. Em vez de beijá-la, como fizeram todos os capitães antes dele, pegou o troféu e saiu a vociferar palavrões. Atitude pequena. A Mari queria o quê? Jogou mal em Atenas, as pessoas criticam. Arrasou em Pequim, as pessoas batem palmas. Funciona assim. A medalha não apaga da história que ela (quando era menina) e todo o time fraquejaram quatro anos atrás. Pelo contrário. Torna a volta por cima ainda mais bonita. Sem rancor.
Amarelão
Em vez de cair matando em cima do Diego Hipólito, vamos bater em quem pode mais. Os Estados Unidos foram engolidos pela China no número de medalhas de ouro e desse jeito vão ser engolidos pelo Reino Unido em Londres 2012. O que teve de ianque refugando nessa Olimpíada foi demais... Diego pelo menos chegou à final, diferentemente de
Tyson Gay (pior é que o cara parece ser humilde e gente boa) e os revezamentos 4 x 100 norte-americanos, no masculino e feminino. Bando de amarelões estes ianques. Claramente, falta investimento em psicólogo para eles (calma, gente, é só uma brincadeira com o fato de tudo agora ser falta de psicólogo no esporte brasileiro).
A melhor vitória
Nada de volta por cima do vôlei feminino. Ganhar de um judoca favoritíssimo porque ele pegou a ex-namorada (e admitir isso publicamente) é que foi legal! Tudo bem que depois de isso ter sido divulgado pela imprensa portuguesa, João Derly e o português Pedro Dias negaram tudo. Mas eu duvido que dois jornais de Portugual tenham inventado uma coisa dessas, do nada... Não é questão de corporativismo.
As mais gatas
Que safra a do esporte russo... Não bastassem as tenistas do circuito internacional e a Yelena Isinbayeva,
o time de basquete delas é pra casar. E jogam muito. Dividem o pódio com o time feminino de vôlei da Itália e com a seleção norueguesa de futebol. Se você não concorda, sem problemas. Prefiro ter musas que são só minhas, se é que você me entende. E peço licença às leitoras, mas não tenho conhecimento o suficiente para falar dos atletas mais simpáticos. Você podem fazer a eleição paralela nos comentários...
Troféu Imprensa
É brincadeira o que comentam Marcos Freitas (vôlei) e Lauter Nogueira (atletismo), do Sportv. Eles mostram o quanto a gente, comentarista de futebol, tem que estudar mais (porque a tendência é achar que futebol é de conhecimento público, que estatísticas e outros dados não servem para nada, afinal estamos lidando com uma caixinha de surpresas.) Quando eu crescer quero ser que nem eles...
enviada por Rizek
24/08/2008 20:28
Palpites mutantes
Atualizado às 03:00
Grêmio empatar com o Náutico nos Aflitos: normal.
Palmeiras atropelar a Portuguesa no Pacaembu: normal. (O que não é muito normal é Gustavo ser reserva de Jéci e Gladstone, embora a gente saiba que Vanderlei Luxemburgo nunca gostou do beque, que estava no clube antes de sua chegada os outros foram trazidos pelo treinador).
Coritiba empatar com o São Paulo no Couto Pereira: normal.
Flamengo somar um ponto contra o Inter no Beira Rio: normal.
Cruzeiro perder do Santos (necessitado) na Vila Belmiro: normal.
Da turma que briga na parte de cima da tabela, a única coisa que saiu do prumo neste domingo foi o Botafogo não ter vencido o Vasco no Maracanã. Tudo bem que era um clássico. Mas a entrevista do Edmundo depois da partida, no Sportv, resumiu tudo (é sensacional, para o bem e para o mal, ouvir Edmundo logo depois do jogo, ainda no gramado. Sempre vem alguma coisa). Ele mesmo disse que o Vasco não mereceu. Que o Botafogo jogou melhor e teve mais vontade. Não dá para desmenti-lo.
Não merecer é um termo do qual não gosto no futebol. Mas o Botafogo jogou melhor, teve tudo para matar o jogo e deixou de somar três pontos contra um time inferior e que foi dominado em quase todo o jogo.
Se as coisas tivessem caminhado dentro da normalidade neste domingo, o Botafogo teria assumido a vice-liderança do campeonato. O futebol seria tão chato se tudo caminhasse dentro da normalidade...
Positivamente, o único time que fez algo anormal na rodada (vencer fora de casa, contra um mandante de respeito) foi o Vitória, no sábado, ao bater o Figueirense -- e por isso escalou dois lugares na tabela.
Não tem ninguém emplacando uma seqüência de "anormalidades" e por isso mesmo o Brasileirão está demais. Continua impossível cravar quem estará na Libertadores 2009. Os nove primeiros (Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro, Botafogo, Vitória, São Paulo, Flamengo, Coritiba e Internacional) brigam e por mais que cada um de nós tenha apostas sobre quem vai chegar, está tudo muito igual para justificá-las (e mantê-las) de forma intacta por duas rodadas.
É tão equilíbrio que, vamos falar a verdade, qualquer previsão hoje é mero palpite. Palpite mutante a cada semana. Hoje eu fico com Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras e São Paulo. Vou, também, pela "camisa". Na semana que vem, quem sabe, dá para incluir o Flamengo na lista. Ou o Coritiba. Ou o Vitória. Você tem os seus?
enviada por Rizek
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