Neuromarketing: como enganar o cérebro e fazer as piores com
Durante muitos anos alguns economistas acreditaram que fazer negócios é um processo até certo ponto racional. Ao longo dos anos, a economia de mercado mostrou que não é bem assim. Pelo menos é o que acha Dan Ariely, autor de Previsivelmente Irracional. Boa parte das nossas compras são movidas por lógicas meio tortas, o que ele demonstra no livro, por meio de testes de campo bastantes interessantes, como o seguinte.
Pesquisadores fizeram duas ofertas de assinaturas da revista The Economist para grupos diferentes de pessoas, mas com características parecidas.
Oferta A:
US$59 - Assinatura só para Internet (68 pessoas escolheram a opção).
US$125 - Assinatura para Internet e revista impressa (32 escolheram)
Retorno previsto - $8,012
Oferta B:
US$59 - Assinatura só para Internet (16 escolheram)
US$125 - Assinatura só para a revista impressa (0 escolheu)
US$125 - Assinatura para Internet e revista impressa (84 escolheram)
Retorno previsto - $11,444
É o mesmo preço. Mas, segundo os pesquisadores, a segunda opção da oferta B serviu para captar a atenção das pessoas como uma isca.
Esse tipo de assunto é bem sério e deu origem a uma nova disciplina, chamada de neuromarketing. Como não poderia deixar de ser, ela é cheia de subtemas. Um delas é exatamente o Decoy Marketing (algo como "marketing de isca"). Em seu blog, o consultor Roger Dooley fala mais sobre o caso acima. Para ele, nossos cérebros não são bons em lidar com valores absolutos, gostam de relatividades. Por isso podem ser enganados enquanto tentam tirar vantagem de uma situação.
Os economistas da época de Adam Smith talvez dissessem que isso ainda é racionalidade. O consumidor tenta, para usar um jargão, "maximizar seu prazer" e eliminar o que parece ser prejuízo.
Não sei porque, mas isso me lembra as ofertas de planos de celular. É preciso ser bem sistemático para calcular toda aquela conversa dos diferentes minutos e tipos de ligação disponíveis, não?
De qualquer forma, até para economizar dinheiro, vale relembrar a importância de estudar a mente e as maneiras pelas quais ela frequentemente engana a si mesma.
enviada por eduf
27/08/2008 14:42
Quer usar a web 3.0, agora e sem esforço? Fale com a Mozilla
Ubiquity for Firefox from Aza Raskin on Vimeo.
O Mozilla Labs ataca novamente. Acaba de lançar uma extensão para Firefox chamada Ubiquity, que promete tornar qualquer pessoa um criador de mashups profissionais. Traduzindo: imagine que você está no Gmail e quer convidar um amigo para almoçar no restaurante Halim (meu favorito, em SP). O que faria? Selecionaria a palavra Halim, procuraria o endereço no Google e, se fosse muito prestativo, encontraria um mapa em algum serviço on-line. Enfim, teria que, no mínimo, abrir 3 abas do navegador e gastar tempo juntando informações. A idéia da Ubiquity, baseada no Enso, da Humanized, é colocar todas essas informações num só lugar, à distância de uma linha de digitação. Você digita Option + Espaço para abir a extensão, depois escreve "map nome da rua" e tudo o que você precisa aparece de uma só vez. Depois é só arrastar a informação para o e-mail. Só vendo para crer? Assista ao vídeo acima. Ainda que toda essa conversa seja voltada a quem domina o inglês, já é, sem dúvida, um grande avanço na história dos navegadores.
enviada por eduf
27/08/2008 11:19
Quando temos vontade de pagar por programas
Um costume do mundo Apple: promoções de pequenos programas.
Depois que voltei a usar computadores Apple, meu comportamento mudou muito em relação aos softwares. Agora tenho certo prazer em pagar por alguns programas. Sinto-me apoiando empresas pequenas. Incentivando-as a continuar com bons produtos.
Parece algo um tanto idiota de se dizer, mas é verdade. Empresas como Panic, Macromates, entre outras, lançam aplicativos bem desenhados, inteligentes, simples e baratos. Você começa a usa-los e QUER pagar os US$ 50 cobrados pelos produtos. Parece justo, não uma imposição.
Quando estava no Windows, pode até ser que existissem softwares assim (nenhum me vem à mente agora). Mas eu não tinha esse desejo natural de patrocinar um bom trabalho. No máximo, colaborava com projetos open source.
A culpa seria do sistema operacional? Não exatamente. Tem mais a ver com mentalidade de design e de desenvolvimento de produtos.
Boa parte dos aplicativos para Mac OS X se baseia sim na idéia de "menos é mais". Mas vai além, afinal, às vezes, a experiência de usuário pode ser até mais importante do que a robustez técnica ou até mesmo a mera eficiência do produto.
Erros se tornam até toleráveis quando parecem divertidos, humanos, inteligentes (vide o Twitter, que é uma porcaria, mas poucos largam). Eficiência fria e tecnicista não é percebida, não aparenta agregar valor.
Nada me afasta mais do que a usabilidade deselegante. Não estou falando de programas "feios", mas de coisas que parecem mal-feitas, sem atenção e cuidado. Ou interfaces com um ar de "tiozão". Você se lembra do cachorro que aparece na busca do Windows XP? Esse é o princípio da humanização de interfaces aplicado de maneira um tanto joselita, forçada.
Ainda não vejo porque devemos aceitar pagar por pacotões de software inflados e cheios de coisas que não usamos - e que consomem recursos do micro. Isso vale pra Mac ou PC. Aplicativos simples, funcionais e diretos me parecem mais passíveis de "engajamento". Ou seja: de receber pagamentos por convicção.
(Se bem que ainda prefiro open source).
enviada por eduf
26/08/2008 14:06
[Inferno Digital] 10 pecados mortais ao usar o e-mail
Zé do Caixão: "Como você acha que ganhei essas unhas? Digitando e-mails infernais."
Não sei se os religiosos já lhe contaram, mas existe um inferno digital. Tome cuidado. Se você for para lá, será constantemente torturado por spammers de mil cabeças. Cada vez que você desviar os olhos do monitor, será marcado a ferro em brasa com o símbolo "@". Será cercado de vampiros, que sugarão seu tempo e energia vital. Enforcado por fios de mouses. Conviverá com tendinites avassaladoras. Os teclados serão feitos de lâminas afiadas e que emitirão descargas elétricas. As cadeiras serão de espinhos e os assentos embebidos em óleo fervente.
Aqui está a lista de pecados que vão condená-lo à danação eterna nos campos de pixels de lava. Começando pelos e-mails:
1. Enviar mensagens sem preencher o campo Assunto. Ou com títulos genéricos, que informam absolutamente nada sobre o conteúdo do texto. Algo como "Leia", "importante".
2. Escrever para perguntar coisas óbvias ou que poderiam ser facilmente encontradas no Google. Por exemplo: sugar tempo do colega de trabalho questionando "o tamanho do documento é Carta ou A4?", quando você poderia abrir o arquivo e verificar por si mesmo.
3. Encaminhar e-mails com cópia aberta para seus contatos. Isto é: em vez de inserir os endereços no campo BCC (cópia oculta), você os coloca no campo "Para". Isso vai fazer com que todos os seus amigos recebam mensagens indesejadas, como se tivessem se cadastrado involuntariamente numa lista de e-mails. Além de colocar em risco a privacidade de gente que supostamente confia em você.
4. Enviar arquivos PPS (Power Point). Assim, pode inserir vírus na caixa postal dos outros, fazê-los esperar vários minutos para carregar e-mails (já que haverá um enorme PPS baixando no meio do caminho) e irritá-los ao máximo.
5. Encaminhar piadas e correntes. Em especial aquelas que já foram reenviadas tantas vezes que o leitor precisa rolar a página por vários segundos para poder finalmente chegar ao texto.
6. Acreditar em todas as mensagens que dizem que há vírus em seus programas. Se quiser, use este modelo de e-mail: "Por favor, não abra nada que eu mandar. Estou com vírus no MSN!" Combine-o com o item 3 e já poderá sentir o bafo quente do inferno.
7. Escrever e-mails longos, vagos, cheios de auto-justificativas e conversa mole, tudo num só parágrafo, de preferência escrito sem pontuação e em miguxês.
8. Faça reuniões por e-mail, que seriam mais produtivas se realizadas pessoalmente. Inclua um funcionário que só precisaria ser chamado no final do processo. E no meio do décimo parágrafo da vigésima mensagem, diga, afinal, o que ele tem que fazer. Mas esconda bem a informação. A idéia aqui é confundir o colega ao máximo. Faça com que ele tenha de ler 40 e-mails para chegar num pedido de trabalho que poderia ser feito de modo claro e direto, numa só linha de texto.
9. Envie e-mails sem pensar direito no assunto. Depois outro para cancelar o que disse anteriormente.
10. Envie a mensagem e ligue 2 minutos depois para saber se a pessoa a recebeu. Faça perguntas rapidamente, pressupondo que a pessoa tem um conhecimento profundo sobre o texto.
Como diria Galvão Bueno, "é, amigo". Com todos esses procedimentos, é inferno na certa. Vá fazendo a reserva.
enviada por eduf
25/08/2008 16:40
Trabalhando a partir de qualquer lugar
Meu escritório é no deserto.
Uma repórter de um site sobre tecnologia me escreveu pedindo uma entrevista sobre aquilo que está ficando conhecido como "nomadismo digital". Publico as respostas que enviei por e-mail, com algumas observações complementares e exclusivas para você, leitor fiel desta humilde choupana na web.
Definições
Em vez de nomadismo digital, prefiro a expressão trabalho remoto, pois não se fixa apenas no uso de tecnologias digitais. E não dá a idéia de que esse tipo de atividade seja nova. É até o contrário: se descartarmos o trabalho familiar no feudalismo, o nosso tipo de sedentarismo profissional é que existe há bem pouco tempo na História.
Vamos às perguntas:
Na sua opinião, quais são as vantagens e as desvantagens para o profissional do uso das tecnologias para o trabalho remoto?
Vantagens:
1. Livrar-se da escravidão de estar preso a um horário fixo e um espaço físico de trabalho.
2. Livrar-se de trânsito e de perder tempo no escritório só para cumprir regras.
Desvantagens:
1. Se o profissional não souber impor limites, transforma sua vida inteira num escritório.
2. No Brasil, há várias dificuldades tecnológicas fora dos grandes centros. Para ser mais específico, fora de RJ e SP. Celulares que não pegam, lanhouses mantidas por leigos, redes wi-fi mal configuradas, essas coisas. Isso deve ser incluído nos custos de trabalho.
Qual o limite para os nômades digitais não se tornarem escravos do trabalho?
O limites é a negociação. Isso significa:
1. Aprender a dizer não para clientes.
2. Saber dizer sim de modo realista, eficiente e organizado.
Quem sai ganhando com o trabalho remoto?
Empresa e profissional. Mas nas seguintes condições:
1. Se o profissional for criativo e organizado.
2. Se a empresa entender que também há custos estruturais no trabalho remoto.
Ou seja: ainda há impostos, despesas de transporte, custos dos diferentes níveis de tecnologia das cidades e do mundo etc. Eles são pagos pelo profissional, mas devem ser repassados no custo.
Resumindo: trabalho remoto não é liquidação, mas pode sim ser mais barato para ambos os lados.
Nômades podem trabalhar mais que profissionais dentro de empresas?
Só posso responder por mim. Trabalho mais, só que em menos tempo. Em vez de enrolar 8 horas por dia, concentro minha produtividade em 2, 3 horas (E ainda sou desorganizado e procrastinador. Perco muito tempo com feeds completamente inúteis sobre mercado de tecnologia).
Aliás, essa mentalidade de medir o trabalho em horas, como se fôssemos uma planilha do Excel, me irrita profundamente.
Geralmente meus clientes precisam de atenção e resultados. Raramente isso significa tempo a mais de trabalho.
Porém, muitos deles ACHAM que precisam de mais tempo. Quando são abertos para discussão, conto-lhes a verdade. Quando não são, evito fazer o que muita gente bem-intencionada faz: gastar o tempo do cliente em procrastinação.
Detesto esse teatro. Mas há gente que não confia em trabalho rápido e efetivo. Simplesmente confiam mais na burocracia do que na efetividade. São clientes escravos da mentalidade da ocupação: você precisa parecer que está dando duro, ainda que só esteja jogando os recursos do contratante no lixo.
Quando o cliente REALMENTE precisa de mais tempo, fico feliz em lhe oferecer. Não é uma luta: eu contra meu inimigo, o empregador. É uma parceria. Se for uma relação de guerra, é melhor pedir demissão ou reavaliar o trabalho.
Muitas vezes, nosso maior carrasco é a insegurança profissional. Ter que provar algo ilusório para alguém ou para si mesmo, só porque você tem medo de tudo e de todos à sua volta. Ou porque quer criar uma imagem de "rei do gado" em alguma área. E isso acontece com nômades ou qualquer outro tipo de profissionais.
Assim, não quero ser o melhor, nem o pior, nem o medíocre. Quero viver além dessas amarras conceituais inúteis. Trabalho sustentável.
Qual o seu conselho para aqueles que já começaram a sentir os sintomas do nomadismo digital? Ou seja, já começaram a trabalhar da rua, do carro, das cafeterias e shoppings com Wi-Fi, etc?
O sintoma não está em trabalhar em ambientes como esse. O sintoma é fazê-lo irritado, odiando a vida.
Semana passada, por exemplo, trabalhei 2 horas num café de cinema em São Paulo, usando banda larga 3G. Na hora do filme, fui assisti-lo. Depois retomei minhas tarefas. Terminadas, fui jantar com amigos. Poderia dizer a mim mesmo: "como sou miserável, trabalhando aqui". Mas a verdade é que estava lá para gastar menos tempo de condução entre as diversões que eu havia programado para depois.
O segredo é: quando for trabalhar, trabalhe. Quando for se divertir, divirta-se. Parece simples e óbvio, mas pouquíssima gente consegue. Geralmente estamos no meio do expediente com a cabeça no jogo de futebol ou no estádio pensando no trabalho. Assim, só podemos criar irritação e frustração.
enviada por eduf
21/08/2008 13:48
Como definir quais são minhas prioridades?
Atualmente, é cada vez mais difícil conseguir definir prioridades. Tendemos a lotar nossas caixas postais de e-mails desnecessários, assinar mais feeds do que podemos ler e gastar dinheiro com serviços que não usamos. O resultado é que nossas vidas às vezes se tornam "obesas", cheias de rituais que consomem tempo e energia, criando uma sensação de sobrecarga e tédio.
Nessas horas, há quem recomende aplicar a velha Lei de Pareto (imagem acima). Atribui-se ao economista italiano a constatação de que 80% dos resultados das nossas ações viriam de 20% das causas. Isso se aplicaria a muitos fenômenos. Por exemplo: 80% da sua renda viria de apenas 20% dos seus clientes. E por aí vai. A idéia, então, é detectar quais são as coisas que realmente importam e cortar os excessos.
Mas isso não é assim tão simples. Olhe para sua rotina de trabalho. Você consegue identificar rapidamente quais são os 20% que fazem a diferença? Provavelmente não.
Em termos simples, você pode definir prioridades se baseando em contextos: prazos, energia disponível para realizar as tarefas e recursos disponíveis. Exemplo: digamos que você precise fazer uma viagem internacional, mas só tem um jegue: a prioridade é fazer o possível até chegar a um aeroporto. Você não vai poder transportar um sofá de couro francês em cima do animal, certo? Então, já sabe o que descartar.
Mas há um outro nível que não é tão prático e claro: o dos objetivos a longo prazo.
Desde o século 18, somos treinados a acreditar que mais significa melhor. Fomos tão acostumados a acumular coisas, técnicas, sonhos e estratégias que tendemos a enxergar todos os fenômenos como fazendo parte de um currículo de "desenvolvimento pessoal" e de objetivos a perseguir.
E há mais. Depois dos anos 60 e 70, começamos um outro movimento, aparentemente contrário, que diz que menos é mais. Então produzimos outra busca, outra ocupação: a luta para simplificar a vida. E nos complicamos ainda mais. Aderimos a estilos de comportamento, atividades físicas e até religiosas que nos levam a crer que, afinal, encontramos nosso foco, nossa tranquilidade, "paz interior". Mas algo sempre nos diz que nos enganamos, que somos uma sucessão de personagens mal construídos.
Isso surge porque somos viciados em estar engajados em buscas. Tanto que se eu começar a sugerir que devemos abandonar essa atitude, provavelmente você ficará perturbado. Vai acreditar que proponho vazio, inatividade, acomodação, morte em vida. Nossos sinais de alerta disparam. Como assim, viver sem um objetivo?
Não é isso que estou sugerindo. Nem apatia, nem luta. Aliás, não estou sugerindo nada. Este é um mero exercício. Permita-se questionar.
Imagine que você não tivesse qualquer batalha para enfrentar. Como seria? O que faria? Será mesmo que se tornaria um vegetal, inútil, apático? Ou será que possui qualidades intrínsecas que escapam à sua consciência agora, exatamente porque está muito ocupado em tentar ser outra pessoa, em provar algo?
Por isso, sugiro um outro exercício. Para descobrir quais são os 20% significativos das suas atividades, tente parar sua rotina por algum tempo. Uma semana, 2 dias, o quanto puder. Não se trata de férias, de substituir a agenda de trabalho pela da agência de turismo. Fique um tempo dedicado somente às obrigações básicas da sua vida e veja o que acontece.
"Mas o que vou fazer?" Não sei. O que tiver vontade. Apenas faça-o conscientemente. Observe-se. Não tente apenas se ocupar. Você vai se descobrir viciado em TV, e-mails, notícias, comida, conselhos, sabe-se lá o quê. Pode inclusive desejar fortemente que a confusão da segunda-feira volte.
Assim, sem muito esforço, vai começar a enxergar o que é prioritário para manter sua estrutura emocional sadia. E principalmente quais são os obstáculos à sua tranquilidade. Talvez, a partir daí, os 20% vão começar a dar as caras. Mas não se iluda: isso é só o começo do processo.
enviada por eduf
21/08/2008 11:44
Converta vídeos do YouTube para áudio mp3
Quer copiar o áudio daquela entrevista ou palestra que você só encontrou no Youtube? O Vid to mp3 pode ajudá-lo. Trata-se de um aplicativo on-line bem simples. Você copia o endereço do vídeo no local indicado na interface do site, clica em download e salva o resultado no seu computador. A qualidade da conversão obviamente vai depender do arquivo original.
enviada por eduf
21/08/2008 10:23
Direto do mês do cachorro louco
Há 66 anos, começava a Batalha de Stalingrado, na Segunda Guerra Mundial.
Há 89, Monalisa era roubada do Louvre.
Há 35, nascia nos EUA, Sergey Brin, um dos fundadores do Google.
Há 11, morria o cantor Raul Seixas.
Há 33, nascia no Hospital do Servidor Público, em SP, mais uma unidade de carbono. Deram-lhe o nome de Eduardo Fernandes.
E há mais ou menos 1 ano, o blog Magaiver ia para o ar.
Vida longa e prosperidade.
PS- Promoções, redesign e comemorações do aniversário do Magaiver virão assim que o iG migrar o blog para o sistema novo. Já vai.
enviada por eduf
20/08/2008 10:55
Como gerenciar sua equipe evitando a negatividade
A negatividade pode ser um dos maiores problemas nos ambientes profissionais. É como se você trabalhasse no alto de uma montanha, com ar rarefeito. Tudo parece mais cansativo. As pessoas ficam "pesadas", reclamam pelas costas, fofocam, segregam-se e prejudicam umas às outras. Embora parte desse fenômeno seja tradicional nos agrupamentos humanos, ainda pode ser combatido.
Essa é a vantagem de trabalhar num ambiente como o meu, no qual todos tentamos ficar alertas para treinar nossas mentes e perceber como funcionam nossas negatividades. Na verdade, nossas tarefas cotidianas são como que estratégias para atingir esse objetivo.
Assim, ao longo de minha convivência de 7 meses aqui e de algumas leituras em diversas outras áreas, cheguei a 17 sugestões para lidar com a negatividade no trabalho. Todas, obviamente, foram devidamente adaptadas para pessoas que estão fora de monastérios.
1. Vá direto ao ponto: satisfaça seu cliente, não somente seu ego. Isso vai tomar menos do seu tempo. Não se identifique tanto com o trabalho a ponto de encarar toda concessão como um ataque pessoal. Faça outras coisas, tenha atividades paralelas.
2. Não tenha medo das mudanças durante os processos. Planeje-se para ser flexível.
3. Dependendo da natureza do seu trabalho, entregue partes funcionais dele regularmente. Assim você vai poder corrigir erros no início do processo, antes de ele ter se tornado complexo demais.
4. Aproxime-se de colegas que trabalham em outras áreas. Exemplo: se você é designer para internet, é útil saber como pensam os programadores e o que eles esperam de você.
5. Dê suporte para sua equipe. Isso nem sempre quer dizer comprar computadores e aumentar salários. Às vezes, simplesmente estar presente e ouvi-los já é o suficiente.
6. Vai levar mais de 2 e-mails para resolver um assunto? Use o telefone.
7. Evite horas extras e longas jornadas de trabalho. O descanso faz parte da produtividade. Pressão geralmente só leva a ter que refazer as tarefas.
8. Simplifique tudo o que puder.
9. Melhore o visual, cuide dos detalhes. Crie uma experiência divertida e interessante de ser integrante da sua equipe.
10. Agende cursos e horários para reciclagem técnica. Não como eventos paralelos e ocasionais, mas como parte do trabalho. Novas habilidades podem significar muita economia de tempo e recursos.
11. Combata a reclamação inútil. Em si mesmo e nos outros, gentilmente cortando fofocas ou implicâncias menores. Elas podem destruir ambientes de trabalho.
12. Valorize o esforço, mas combata o exibicionismo. As tentativas de "mostrar-se eficiente", de querer "aparecer" demais, geralmente levam à falsidade e à competitividade suja. Isso desmotiva os colegas, cria um ambiente de desconfiança e tem um custo alto para sua empresa.
13. Sempre que possível, deixe as equipes se auto-organizarem. Valorize os resultados que indiquem que elas conseguiram pensar por si mesmas e assumir responsabilidades.
14. Agende reuniões de avaliação frequentes. Não espaços para choradeiras e exibicionismo. Mas encontros curtos, no qual todos respondem perguntas como "o que você está fazendo? o que queria parar de fazer? Por quê? O que gostaria de começar a fazer a partir de agora? O que gostaria de continuar a fazer?"
15. Defina horários para que seus funcionários trabalhem em projetos pessoais que agreguem valor para a empresa.
16. Ajude a criar um ambiente de colaboração, publicando tutoriais na internet, oferecendo serviços públicos etc. Ou pelo menos campanhas de melhor uso dos recursos ambientais. Não seja um empresário leecher (sanguessuga).
17. Não espere que as pessoas sejam lineares. Por vezes, simplesmente acordamos em crise. E não temos a mínima idéia do motivo. Nem sempre há uma explicação racional. E nem sempre precisamos de uma. Acontece com todos nós. O melhor jeito de lidar com isso é desenvolver paciência, sinceridade, comunicação clara e um certo senso de comunidade. Amanhã pode ser o seu dia ruim.
enviada por eduf
19/08/2008 12:56
Medo e delírio nas lan houses
Lan house é como motel. Cuidado com as bocas de porco.
Deve haver muitas lan houses boas por aí. Mas não tenho carna para encontrá-las. Apenas a da Saraiva do Shopping Praia de Belas, em Porto Alegre, RS, ofereceu o tipo de serviço que eu precisava. E que era simples: conectar meu Mac e manter uma rede wireless de bom desempenho.
Nas outras vezes, mesmo em SP, encontro uma mesma cena: computadores bugados, com sistemas operacionais desatualizados, vulneráveis a vírus e funcionários destreinados. Alguns até com má-vontade, por causa das minhas escolhas tecnológicas ou seja: usar Mac OS X ou Linux.
Montar uma lan house é uma grande responsabilidade. Nem todas as pessoas utilizam esse tipo de serviços apenas para jogar Quake. Há quem faça transações bancárias, escreva textos confidenciais etc.
Portanto, aqueles que escolhem esse ramo de negócio, devem oferecer um serviço minimamente seguro e sério. No mínimo devem procurar se informar sobre sua profissão. Não basta ligar computadores, liberar senhas e cobrar os minutos no final.
Boa parte dos usuários mal sabe o que é um navegador e não tem noção dos riscos de usar senhas em qualquer computador boca de porco. Assim, se você precisar mesmo encarar uma lan house no seu dia-a-dia, vale considerar as seguintes dicas:
1. Evite fazer trabalhos muito importantes nesse tipo de ambiente. Você não conhece a rede instalada, os padrões de segurança etc.
2. Nunca deixe suas senhas expostas ou salvas nos computadores. Por exemplo, ao entrar no Gmail, lembre-se de desmarcar a opção lembrar meus dados neste computador.
3. Se possível, use o seu próprio laptop. Se o funcionário demonstrar que não sabe como conecta-lo, desconfie. A lan house deve ser mantida por amadores e seus dados podem estar mais vulneráveis.
4. Confira qual é o sistema operacional e navegador usados no local. Windows 2000 com Explorer 6 é uma configuração arriscada. São softwares muito antigos e problemáticos. Se precisar mesmo permanecer no local, verifique ou pergunte se os computadores têm antivírus, firewall etc.
5. Limpe o cache e o histórico do navegador quando for deixar de usar o micro.
Eu poderia ir além. Mas vou resumir no seguinte: lan house não é um neo-fliperama. Lan house é como um motel. Você não vai querer expor suas intimidades em qualquer lugar, vai?
enviada por eduf
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