30/03/2008 17:20

Como estamos navegando?



Gastando tempo demais na internet? Agora há um jeito de medir isso. O Rescue Time analisa seus hábitos de nevegação e cria estatísticas que revelam como você gerencia sua vida on-line. Você também pode definir metas e limites para seu tempo conectado ou surfando em determinados sites. Indispensável para quem quer liberar um pouco de tempo do help desk para usar na happy hour.

Nome: Rescue Time
O que faz: Mostra quanto tempo você gasta na internet e fazendo o quê.
Bom para: Interessados em controlar melhor seu tempo.
Preço: Gratuito.
Legal: Seus dados podem ser convertidos em gráficos.
Chato: É preciso instalar um aplicativo no computador. Há versões para Mac e PC.
Onde baixar: http://www.rescuetime.com
Avaliação: 4 magaivers



enviada por eduf



28/03/2008 13:15

MacBook air ajuda a recuperar infarto

macbook air

Cardíaco chique é outra coisa. Om Malik, dono da rede de blogs Giga Om, escreveu hoje que seu novo MacBook Air está lhe ensinando como ter uma vida mais saudável. Malik infartou no final do ano passado. Ele explica:

"O Air e minha recuperação têm várias coisas em comum. Agora tenho que ser muito cuidadoso com a maneira como uso meus recursos físicos e mentais. Similarmente, o MacBook Air vem com uma capacidade minúscula de armazenagem, então é preciso ter critério ao usá-la. As limitações da bateria também me lembram de quanto tempo gasto por dia no trabalho.

É duro usar um MacBook Air como seu computador principal, assim como é difícil mudar seus hábitozinhos irritantes. Mas aos poucos você pega o gosto. É também um reflexo esperto da estratégia da 'simplificação pela eliminação'.

Há 3 meses, venho eliminando coisas da minha vida: excesso de aparições públicas, viagens e muitos, muitos feeds de RSS. Vou cortar a quantidade de esforço que gasto em certos projetos e me focar em fazer o máximo com os recursos disponíveis".

Enfim, Giga Om se torna Mega Om para poder manter a saúde. Pode acontecer com qualquer um. Mas só acreditamos vendo, não é?

enviada por eduf



28/03/2008 00:02

Por que precisamos tanto de fins de semana?

Conversando com uma amiga no centro budista onde moro, em Três Coroas, RS, hoje me escapou algo assim: "Incrível. Já é quinta-feira". E ela apenas respondeu: "e daí?"

Aqui os dias da semana não importam muito. Não costumamos folgar aos sábados e domingos, então o ritmo é completamente outro. Mas eu estava no meu modo buffer overflow. Quer dizer, sentindo-me sobrecarregado. No caso, com minhas próprias auto-exigências, prazos e critérios de qualidade. Naquela hora, nada me convenceria de que todos eles eram facilmente renegociáveis.

Durante toda a vida, me acostumei a esperar ansiosamente pelos gloriosos dois dias semanais de alforria. E agora, isso se tornou completamente irrelevante. Aqui há muito o que fazer, mas podemos relaxar e reorganizar as idéias. Não precisamos levar tudo tão à sério.

Porém, mesmo eu, que sou freelancer há algum tempo e bem mais livre do que a maioria das pessoas que conheço, venho descobrindo que continuo apegado ao ritmo dos computadores, com suas infindáveis barras de "executando a tarefa / concluído".

Como disse nossa professora, Chagdud Khadro, não devemos trabalhar como maratonistas, querendo concluir um trabalho logo e se livrar da situação. É preciso, de alguma forma, saber saborear o processo de realização.

De outra maneira, tudo o que fazemos é sonhar com o fim de semana ideal, cercado de preguiça e diversão. Ou pior: com a ilusão da paixão irrestrita pelo que fazemos.

É aí que muitas teorias de produtividade pessoal falham: querem nos transformar em maratonistas e não em artistas do cotidiano.

É louvável ensinar como terminar tarefas rapidamente. Mas é muito mais importante aprender a não se transformar numa máquina de concluir.

enviada por eduf



26/03/2008 11:45

Os estranhos bastidores de algumas empresas de comunicação

empresa de comunicacao das antigas

O designer Mario AV está publicando em seu blog uma série de fábulas sobre como é trabalhar em empresas de comunicação no Brasil.

A leitura deve ajudar estudantes que pensam em ingressar na área e querem evitar os erros do excesso de expectativa profissional.

Pessoalmente, não posso reclamar muito. Venho trabalhando em editoras há mais de 10 anos, nas ditas independentes e nas mainstream. Já passei por situações que na época interpretei como "trairagem" (como diria Mano Brown). Mas, olhando pra trás, sempre saí no momento certo e nas melhores condições para meu futuro.

Saber quando parar é uma grande estratégia para seguir adiante.

PS - A dica foi do Henrique Martin, do Zumo, via Twitter.

enviada por eduf



26/03/2008 10:47

Existe spam voluntário?

lecr

Atualmente há tantas redes sociais, blogs e microblogs que surgiram os chamados serviços de lifestream. São sites nos quais você lê - num só lugar - tudo o que seus autores preferidos publicam na web. É o que faz o FriendFeed, que já indiquei antes (minha conta lá é http://friendfeed.com/eduf).

A idéia é útil quando economiza tempo que perderíamos pulando de site em site. Mas já há gente se cadastrando em vários serviços. Logo mais vai aparecer um lifestream para agregar lifestreams.

O problema do cadastrismo é que, tentando encontrar o serviço ideal, enchemos nossas caixas postais com spams voluntários. Ou seja: serviços que requisitamos sim, mas que rapidamente viram ruído, chatice, e-mails que ignoramos.

Pior: criam novas tarefas que realizamos apenas por educação. Como aceitar convites de amigos em redes sociais. Você precisa acessar um site, lembrar sua senha, esperar carregar o sistema, aprender a interface e depois gerenciá-la.

Num dia cheio, isso pode levar ao que chamo de lesão por esforço cognitivo repetitivo (LECR). Ou seja: sentir-se esgotado sem ter feito nada de produtivo, apenas por ter lidado com aplicativos e suas mumunhas.

Alguém aí conhece algum exercício para combater isso? O único que conheço é: descadastre o que não usa. Já.

enviada por eduf



24/03/2008 16:58

Ideologia, eu quero uma para viver

seth godin

No século 18 e 19 os manifestos eram espalhados de mão em mão e publicados de maneira clandestina. Muitos de seus autores eram considerados perigosos e acabavam presos. Agora você pode ir até o seu navegador preferido e baixar manifestos sobre os mais diversos assuntos. Gratuitos, em pdf, sem risco de parar na cadeia. É só acessar o site Change This e sair se engajando. Há material desde escritores iniciantes a gurus do Marketing como Seth Godin (foto acima).

enviada por eduf



24/03/2008 15:32

Assista apresentações de PowerPoint no iPod

power point pod

Mandar apresentações de PowerPoint via e-mail é uma das manias mais difíceis de abolir da web. Mesmo que se saiba que esse tipo de arquivo pode carregar vírus e cavalos de tróia. Se você precisa mesmo espalhar apresentações, pode tentar usar o E.M. Free PowerPoint Video Converter 1.0, aplicativo gratuito que transforma suas apresentações em vídeo, em diversos formatos. Inclusive mp4, para tocar no iPod. E enviar para o YouTube, claro. 100% livre de vírus.


enviada por eduf



22/03/2008 10:58

Lost: o que podemos aprender com o seriado?

lost

O maior fenômeno geek dos últimos anos é, sem dúvida, o seriado Lost. Como toda boa ficção de mistério, tem um tema central: o gerenciamento de informações. Explico.

Dentro da ilha

1. Alguns parecem saber mais que outros (oops) o que é aquela ilha, porque as coisas acontecem de forma estranha e se há condições de sair dela. Mas, obviamente, não abrem o jogo.

2. Todos parecem ter algo a esconder. Traumas não revelados, segredos inconfessáveis etc. Assim, cria-se um clima de desconfiança geral.

3. A convivência entre pessoas já traz em si diversos problemas de comunicação. Mal-entendidos, coisas ditas pela metade ou de maneira inábil. São os bugs da linguagem.

3. Ainda assim, é preciso conviver e resolver problemas. Então, os habitantes da ilha desenvolvem algum nível de confiança mútua. Mas sempre num clima de manipulação.

Fora do seriado

Os roteiristas conseguem nos manipular em dois níveis:

1. Criativo. Lançando vídeos e espalhando teorias via web, eles dirigem nossa criatividade. Captam nossa atenção e nos fazem criar teses e interpretações.

2. Social. Mobilizam blogueiros, twiteiros, amigos em conversas offline etc. Lost é um prazer coletivo. Boa parte da sua graça vem em poder trocar informações e interpretações sobre a ficção.

Tudo isso você já deve saber. Mas por que será que o seriado tem toda essa ressonância em nossas mentes? Porque ele simula o que fazemos desde sempre: conviver com pessoas por meio de informações.

E, como acontece com os passageiros do Oceanic 815, criamos ficções o tempo todo. Por falta de informações completas - que, afinal, só teríamos se fôssemos oniscientes - , no cotidiano, também achamos que estamos envolvidos em conspirações ("a pessoa que quer puxar nosso tapete", os invejosos, as hierarquias injustas etc.).

Também criamos facções: por exemplo, os outros do suporte técnico, que sabem coisas que não entendemos e se comportam de maneira estranha, nunca fazendo o que esperamos e estabelecendo regras aparentemente absurdas.

- Alô. É do SAC da operadora de celular?
- Digite 3 para plano voip ilimitado. 1 para plano light express 5 Giga.
- Eu só queria ligar mais barato para minha avó em Varginha do Norte.
- Seu protocolo é 4235378.
- Como?
- Volte a ligar em 15 dias e nós lhe daremos a informação.
- Hã?



Hoje, mais do que nunca, gastamos muito tempo gerenciando informações e mal-entendidos. Que se tornam cada vez mais virais, passíveis de ser espalhados por meio de celulares, Twitter, perfís em redes sociais, vídeos, fotos etc.

O seriado Lost - não só dentro da própria ficção, mas fora dela - nos ajuda a lembrar em que estamos sempre nos perdendo e nos encontrando: não necessariamente no tempo, mas principalmente nas informações.

enviada por eduf



21/03/2008 21:42

Rode programas do Windows no Linux

Já está na área o Wine 0.9.58. A nova versão do programa que permite rodar aplicativos de Windows no Linux já vem com suporte para XP de fábrica. Você deve se lembrar que noticiei aqui que o Google está investindo no projeto, sobretudo para tornar o programa mais estável, para rodar o Adobe Photoshop. Agora você pode testá-lo e ver se compensa abandonar de vez o sistema operacional da Microsoft.

Baixe o programa aqui.

enviada por eduf



20/03/2008 11:26

Vídeo testa sua capacidade de atenção em 30 segundos



Comercial genial para mostrar como funciona a mente. Em inglês.

enviada por eduf



19/03/2008 23:54

Como colocar ordem em idéias?

foco

Às vezes nossas mentes são completamente estabanadas. Tentando sugerir ou aprender coisas úteis, nos parecemos com macacos num supermercado, derrubando tudo, nos manifestando na hora errada etc. Mas há alguns jeitos de lidar com isso:

1. Relaxar em frente ao turbilhão de idéias. Ou seja: reconhecer que há confusão na mente, mas focar-se no essencial. É como falar ao celular numa rua movimentada: você sabe que há barulho, mas concentra-se na conversa.

2. Desenhar as conexões e implicações dos pensamentos. Ou seja, usar mapas mentais, como os do aplicativo gratuito The Brain.

3. Anotar as idéias assim que elas surgem. Durante reuniões, nem precisamos falar tudo o que vem à cabeça e nem deixar passar boas sugestões. É mais prático escrever os pensamentos rapidamente e ouvir com atenção o que os outros estão dizendo. Naturalmente, a mente já decide se é relevante expor as anotações e como fazer para serem melhor compreendidas. Isso valoriza sua fala.

4. Relaxe o egocentrismo. Estamos quase sempre ocupados sendo, em algum nível, carentes e paranóicos. Ou queremos reconhecimento, ou achamos que ele não foi adequado ao nosso esforço, ou tememos perder algo. Muitas vezes, parece que estamos trabalhando mas, na verdade, procuramos atenção. Não dê muita importância a esses ruídos mentais e volte ao assunto principal.

5. Não supervalorize a criatividade. Nem sempre precisamos dela. Além do que, há muita falácia sobre como desenvolvê-la. Às vezes, a estratégia é mais útil do que a criação. Mas, quando combinadas, as duas são o método perfeito.

enviada por eduf



19/03/2008 21:46

Google lança ferramenta para turbinar suas planilhas

google visualization

O Google lançou hoje uma nova ferramenta para criar gráficos no Google Docs, a Visualization API (que nome). Você vai poder turbinar suas planilhas com animações e apresentações visuais, depois inserí-las em sites ou blogs por meio de um código simples, no melhor estilo YouTube. Quando alterar os dados no original, atualizará automaticamente todos os sites nos quais o documento foi compartilhado. No Google Code, há uma galeria com todas as possibilidades para transformá-lo num ninja das tabelas.

enviada por eduf



18/03/2008 22:09

Acesse seu computador a partir do celular

avvenu

Alguém aí se lembra do Avvenu? Desde 2005, é um dos melhores softwares para smartphones e PCs baseados em Windows. Permite gerenciar seu computador a partir do celular. Praticamente da mesma maneira que você o faria se estivesse usando um aplicativo de acesso remoto via web, como o LogMeIn. A velocidade de conexão não é das melhores, claro. Mas a liberdade é grande: é possível até mesmo mexer nas configurações do seu iTunes sem sair do aparelho. Pois a Nokia comprou o software. A notícia nem é tão nova assim, mas vale a pena ser retomada, porque o serviço voltou a funcionar no Brasil - desde a aquisição, em dezembro passado, esteve restrito aos EUA. Agora você pode usar o plano Acess and Share do Avvenu, totalmente de graça. É como ter seu micro na palma das mãos.

Baixe o Avvenu aqui.

enviada por eduf



18/03/2008 11:50

Essa gente selvagem da Apple

apple logo

"Gastamos muito tempo reduzindo as opções dos usuários. Cortamos tudo o que eles não precisam. Bem... Torcemos para que não precisem. Nos esforçamos para transformar os recursos que ficaram em coisas incríveis. É um trabalho muito duro".

Michael Lopp, engenheiro, coordenador de design da Apple e blogueiro.

"Na época da criação do logo da Apple, pedi a Paul que fizesse algumas opções. Ele se negou. Disse: 'não faço opções, resolvo problemas. Se você não concordar, vá conversar com outros'. Achei essa postura bastante revigorante".

Steve Jobs, falando sobre o criador do logo da Apple, Paul Rand. Veja um vídeo com a entrevista completa em inglês.

"Steve Jobs projeta um campo distorcido de realidade*. Pode convencer qualquer um a respeito de qualquer coisa. Quando você sugere uma nova ideia, ele geralmente diz que é estúpida. Mas, se realmente gostar dela, uma semana depois ele propõe a mesma coisa a você, como se ele mesmo tivesse tido a idéia inicialmente".

Bud Tribble, um dos inventores do Macintosh, falando sobre o patrão, Steve Jobs.

* Sugestão de tradução enviada pelo leitor Luciano Ramalho.

enviada por eduf



17/03/2008 23:39

10 dicas para viver sem patrão

Passeando pelos meus feeds hoje, um texto do blog Get Rich Slowly me chamou atenção. Chama-se "Entusiasmado e amedrontado: uma semana sendo um blogueiro profissional". O autor, J.D. Roth, conta como está sua rotina após ter abandonado um emprego de seis anos para investir numa vida de autônomo.

O título já dá uma idéia do que J.D. vive agora: ao mesmo tempo que está feliz por achar tudo novo, começou a perceber as dificuldades de trabalhar num ambiente que não tem necessariamente a melhor infra-estrutura. Além do medo de só poder contar consigo mesmo para pagar as contas. Mas o blogueiro afirma que, mesmo assim, não voltaria atrás.

Já estou nessa há uns 10 anos. E também não abandonaria o barco. Perdi a conta de quantas vezes saí de empregos tradicionais para tocar algum projeto teoricamente arriscado. Nem sempre é fácil. Mas vale a pena. E acho que aprendi algumas coisas nesses anos de nomadismo profissional:

1. Como diria Tim Ferriss, é insano achar que sua identidade pessoal é determinada pelo seu emprego ("job description as self description"). A vida é muito mais vasta do que o seu trabalho. Carreiras (e personalidades) não precisam ser lineares.

2. Autônomos têm que lidar com uma enorme quantidade de burocracia. É preciso ter disciplina, organização e sistemas eficientes para gerenciá-la. Um contador confiável ajuda, mas não resolve. O governo sempre aparece com alguma novidade. Mantenha-se minimamente informado.

3. É preciso lidar com calotes. E saber cobrar com firmeza. Mais que isso: atenda uma lista enxuta de clientes e parceiros confiáveis. É desgastante e improdutivo tentar trabalhar para muitas empresas, principalmente para aquelas que enrolam para pagar. É importante também manter uma reserva no banco para os períodos sem grana.

4. Aprenda a vender bem suas idéias. Escreva projetos bem estruturados. Pense em como eles poderiam ser lucrativos para possíveis parceiros.

5. Disciplina ajuda tanto no trabalho quanto na diversão. Se você é diligente, focado e eficiente, pode trabalhar menos horas por dia. Afinal, quando estamos cansados geralmente fazemos tudo mal feito e provocamos o retrabalho, desperdiçando recursos e gastando mais dinheiro com saúde.

6. É importante manter uma rede de contatos. Não uma lista de "pessoas úteis", mas de amigos. Na minha experiência profissional, as melhores soluções e oportunidades vieram de pessoas que eu apenas tentei ajudar em determinada época, sem pensar em interesses futuros.

7. Saiba dizer não. Mas também sair da sua zona de conforto. Não tente fazer com que as situações sejam sempre previsíveis. Isso seria a morte da criatividade. Aprenda a se divertir com os imprevistos.

8. Desenvolva a capacidade de ser flexível, a adaptabilidade e a boa-vontade para enfrentar situações nebulosas. Para um autônomo, elas podem surgir a toda hora.

9. Otimize seus recursos, diminua suas despesas. Mas não deixe de investir. É sempre importante reservar dinheiro para renovar seus conhecimentos e equipamentos. Pense no tempo que perde diariamente com computadores bugados. Ou com ignorância, teimosia e preguiça. Por exemplo, é melhor parar algumas horas e ler um manual chato do que desperdiçar tempo diariamente tentando fazer as coisas "do seu jeito" e estragar o computador, chamar o técnico e esperar até que tudo volte a funcionar.

10. Comunique-se bem com o cliente. Procure deixar tudo claro e certificar-se de que todos os acordos foram suficientemente compreendidos. Evite o "depois eu resolvo". Isso pode acabar com seus negócios.

É claro que viver uma vida de autônomo dá certo medo. Mas aí é que está a graça. Com o tempo, a incerteza se torna um dos principais combustíveis da sua capacidade de realizar um bom trabalho.

enviada por eduf



14/03/2008 23:23

Breve período de turbulências

Alguns de vocês já devem ter percebido que estamos com problemas em vários recursos do blog. Feeds que não lincam, permalinks errados, lentidão geral do sistema e, do meu lado, às vezes não consigo logar para postar.

O Blig (sistema por trás do Magaiver) está passando por reformas e algumas coisas estão meio instáveis. Mas melhorias consideráveis serão implementadas em breve. Até lá, vamos precisar lidar com algumas limitações. Sorry, pessoal.

No EdufLabs, vou mantê-los informados sobre qualquer novidade.

enviada por eduf



14/03/2008 13:39

Quando a criatividade leva à improdutividade

Como diria Seth Godin, hoje em dia praticamente todos nós somos vendedores de idéias. Mas há quem seja uma usina delas, uma daquelas mercearias completamente desorganizadas e sem sinalização.

Já trabalhei com pessoas incrivelmente talentosas, mas sem a mínima capacidade de colocar idéias em prática. Às vezes, não conseguiam nem mesmo guardá-las, anotá-las num simples papel para serem devidamente aproveitadas depois.

Ou esqueciam suas idéias muito rapidamente ou achavam que era mais nobre e estiloso ser caótico. Na verdade, só produziam ruído. Eram tidos como verdadeiros malas.

Chamo essas pessoas de brainstormers. Nunca passam para a fase seguinte da reunião, a menos que alguém com espírito realizador assuma o controle da situação.

Um brainstormer poderia ser muito útil para qualquer grupo de trabalho. Mas geralmente mais atrapalha do que ajuda, porque dispersa a atenção dos colegas sugerindo centenas de coisas, antes mesmo que se possa identificar o problema.

Alguns são carentes e acham que precisam provar que são dinâmicos. Outros são tão inteligentes e rápidos que acham um tédio ter que contextualizar uma idéia - isto é, explicar porquê, afinal, estão abrindo a boca.

Em ambos os casos, o que era abundância de criatividade, se torna seu exato oposto, a impotência intelectual. Idéias demais, sem organização, podem se tornar procrastinação. Como fogo: sem ar, não existe.

enviada por eduf



12/03/2008 08:39

Novo concorrente para o Twitter. Só que multimídia

microblogging

O número de serviços de microblogging está crescendo. Twitter, Jaiku, Pownce e a contagem continua (tanto que também já surgiu um aplicativo para postar em todas essas ferramentas de uma só vez - o Twhirl). Se no começo não conseguíamos entender claramente para que tudo isso servia, hoje é possível até mesmo acompanhar a bolsa de valores pelo Twitter.

E o fenômeno mostra que ainda têm fôlego para se expandir. Principalmente para os lados da multimídia. É exatamente o que faz o Poodz, site que fala francês e permite postar não só as já tradicionais frases curtas em texto, mas também vídeos e imagens.

O estilo é o mesmo consagrado pelo Twitter: integração com celulares, interface para ver as atualizações dos amigos etc. Mas desta vez agregando recursos de webcams e smartphones, com suas possibilidades de capturar e compartilhar o momento, bem na hora em que as coisas acontecem.

Será que o serviço vai pegar? Vai forçar os outros a investirem em rich media? Vamos “seguir” o assunto para ver o que acontecerá.

enviada por eduf



11/03/2008 15:56

O laboratório de Dexter. Ou quase

Repare no menu à sua direita. Há mais um item ali, Eduf Labs. Esse é um espaço no qual concentro tudo o que publico na web: podcasts, Twitter, posts no blog de tecnologia do iG, vídeos, Magaiver etc. Também há material exclusivo. O site roda graças ao Tumblr, uma das mais divertidas ferramentas de microblogging da atualidade. Sinta-se convidado a visitar os nossos laboratórios.

enviada por eduf



11/03/2008 14:50

Ferramenta online ajuda a gerenciar recursos humanos

A família de aplicativos online Zoho ganhou mais um poderoso integrante: o Zoho People. Trata-se de um sistema de gerenciamento de recursos humanos. Com diversas opções de personalização, pode ser usado para recrutamento de funcionários e compartilhamento de informações em ONGs, projetos sociais e pequenas empresas. Aqui você encontra vídeos que mostram como o software funciona aqui.

Update - Os vídeos do Vimeo não funcionam no sistema do iG, então você vai precisar vê-los no próprio site do Zoho.

enviada por eduf



10/03/2008 19:47

Você é um cibernômade?

nomad
Onde é o próximo cibercafé?

Há cerca de meio bilhão de pessoas no mundo que navegam na internet todos os dias sem possuir um computador. O assunto foi retomado pelo escritor Nicholas Carr, autor do best-seller The Big Switch – Rewiring the World, from Edison to Google. São usuários que acessam a web por meio de cibercafés, bibliotecas ou nos seus ambientes de trabalho.

Carr criou dois termos para designar esse grupo social: cibernômades e deviceless (sem aparelhos). Eles já estariam adaptados ao mundo dos aplicativos online, como Gmail, Yahoo Mail, Google Docs, entre outros. Em seu post, o escritor não avança no assunto. Mas há várias implicações interessantes nessa discussão.

Não dá para chamar os cibernômades de deviceless, porque, afinal, eles usam devices. Só que pertencentes a outras pessoas e instituições. Isso é um fenômeno muito importante: cria toda uma outra relação com os computadores:

1.Altera a maneira como lidamos com a leitura e a escrita - pouco tempo disponível, condições de concentração insuficientes.

2.Influencia qual conteúdo podemos acessar - por exemplo, no trabalho, geralmente não podemos visitar certos endereços e serviços.

3.Cria todo um comportamento social, uma relação "malandra" com a informação. Quer dizer, muitos têm que recorrer ao famigerado ALT + Tab para ler seus sites favoritos. Chegou o chefe, ALT + Tab e muda a tela. Isso é muito diferente do que separar um tempo da sua vida, pegar um livro e entrar em contato com uma idéia específica e bem argumentada.

4.Desenvolvemos uma noção mais frouxa de propriedade quando o assunto é internet. De certa forma, aceitamos pagar por tempo online, mas evitamos gastar com serviços que conseguimos gratuitamente. Não é à toa que a Microsoft está correndo desesperadamente para criar aplicativos online que possam concorrer (de verdade) com o Google.

É possível falar muito mais sobre o assunto (psicologia, sociologia e política da informática). Mas dedos no ALT+Tab que o chefe está chegando. Ou o tempo do cibercafé chegou ao fim.

enviada por eduf



10/03/2008 12:27

Novo Internet Explorer ainda morre na praia

IE8
A tela de abertura do IE8. Note a seta, indicando um botão para emular a versão anterior, enquanto o texto agradece por ter instalado a nova.

Para começar o dia, uma anti dica. Ou melhor, um aviso. Muitos já devem saber que a Microsoft lançou um beta do novo Internet Explorer (IE8). Venho testando o programa num Windows XP desde a semana passada e minha avaliação é a seguinte: fuja dele, pelo menos por enquanto. Principais problemas que encontrei:

1.Completamente instável. Trava com muita freqüência.

2.Renderiza páginas incorretamente. Tanto as criadas usando os padrões do W3C, quanto as que já possuíam hacks para Internet Explorer 6 e 7.

3.Nos meus testes, foi cerca de 30% mais devagar do que seus concorrentes, o Opera 9.5 e Firefox 3 (ambos também em versão beta).

4.E o Download Squad informa que o aplicativo não consegue acessar o Windows Update, o que pode deixar seu computador mais vulnerável aos vírus.

As principais novidades:

1. Activities. O IE8 vem com opções no menu que dão acesso direto aos serviços Windows Live, como o Live Writer e os aplicativos online da Microsoft para mapas, buscas, armazenagem de arquivos, entre outros.

Você também pode editar as preferências do browser para usar programas dos concorrentes, como o Google Docs, Maps, Yahoo Messenger etc. Mas, se você quer um navegador com perfil de web 2.0, é preferível usar, o Flock, que traz todos os recursos do IE8 e muito mais, como integração com o Gmail, Flickr e YouTube.

2. Web Slices. Uma tentativa da Microsoft de entrar no mundo da Web semântica, ou 3.0.

Funciona mais ou menos assim: se o site estiver corretamente configurado, ao clicar numa palavra como, por exemplo, "canoagem", você poderá receber dicas de links para sites que tratem do assunto, mapas com os melhores locais para praticar o esporte, hotéis próximos a ele, entre outras informações. Mais detalhes num vídeo disponível no site do navegador.

A idéia é ótima, em especial quando os sites adotarem de vez os micro formatos. Mas a verdade é que o recurso ainda não funciona no IE8.

Enfim: por enquanto, mantenha distância do novo Internet Explorer. Daqui a alguns meses, quem sabe seja possível pelo menos testá-lo com mais estabilidade.

enviada por eduf



07/03/2008 23:03

Perder o chão às vezes pode ser saudável

"As idéias que possuímos são capazes de nos possuir".
Edgard Morin

Durante minha carreira, trabalhei muito tempo como designer. É uma das profissões mais difíceis de suportar quando se é muito vaidoso ou apegado às próprias idéias. Você precisa constantemente ver seus trabalhos massacrados e/ou modificados por forças maiores (dinheiro, clientes, condições técnicas).

Pensando bem, em algum nível, quase todos meus empregos foram um exercício de renúncia. Felizmente. Porque uma das coisas mais torturantes que pode existir é a incapacidade de relaxar quando se é contrariado.

Basicamente, acreditamos que "temos idéias". Mas são elas que nos controlam. Pensamos que as coisas deveriam ser do "nosso" jeito. Mas o que isso significa?

1. Uma série de reações químicas no cérebro, mudando a todo momento e sendo influenciada pelo ambiente?

2. Conceitos que nos foram impostos durante a educação ou durante o convívio com outros? Os quais nem percebemos direito que obedecemos?

3. Coisas que aprendemos com muito custo e que agora assumimos inconscientemente como valores, só porque achamos que precisamos estar apoiados em algum grupo social, moda ou estilo de vida?

É muito difícil ter flexibilidade diante das idéias. Quantos empregos abandonados, pessoas ignoradas ou repelidas por conta de palavras que nem temos certeza do que significam.

Quando somos contrariados, geralmente entramos numa espécie de pânico anestesiado. Perdemos o chão. De repente, prova-se que aquilo que achamos tão fundamental não faz o menor sentido para outra pessoa.

Esse é um dos momentos mais importantes das nossas vidas: mostra que não precisamos de um chão completamente sólido, fixo. Sabemos dançar, só estamos atrofiados pelo hábito e pelo medo.

A vida é abertura, possibilidades. E isso é ao mesmo tempo prazeroso e completamente assustador. Por isso é mais fácil ficar com raiva e criar conspirações: você não faz parte do meu grupo, essa situação não é para mim. Corra, Forrest, corra.

Afinal, quantos de nós conseguem ser flexíveis, maleáveis… livres?

enviada por eduf



05/03/2008 17:18

A empresa que é uma mãe

Jason Fried
Jason Fried, um dos diretores da 37 Signals.

O que você acha de trabalhar para uma empresa de tecnologia que têm expediente somente de segunda a quinta-feira, paga seus cursos (por mais fora de contexto que eles sejam, como pilotar aviões, culinária e carpintaria) e ainda lhe dá um cartão de crédito para gastar com livros e materiais que sejam úteis direta ou indiretamente para a companhia?

Mamata? Não, essa é a 37 Signals, dona do Basecamp, um dos mais importantes aplicativos online na área de produtividade pessoal. Um dos seus diretores, Jason Fried, declarou no blog Signal Versus Noise, que a empresa está investindo no que ele chama de "experimentos no espaço de trabalho".

Isso significa criar horários e procedimentos flexíveis, além de investir nas paixões dos funcionários. Mas com uma regra: eles precisam compartilhar o que aprenderam com o resto da equipe e com a comunidade de usuários dos produtos da 37 Signals. Como? No mínimo postando suas experiências no blog da empresa. Quanto ao cartão de crédito, ainda podemos entrar nessa divisão. Só os empregados, que deverão ser notificados em caso de abuso.

É interessante notar como as empresas de tecnologia estão aos poucos inciando uma mudança de perspectiva nos conceitos de recursos humanos e de produtividade.

Enquanto em algumas partes do mundo ainda impera o sub-trabalho (mal remunerado, quase escravo), com gente conectada a celulares o tempo todo, dormindo mal, vivendo num constante estresse, outras companhias, como a 37 Signals e o próprio Google, sugerem 4 idéias às quais deveríamos prestar atenção:

1. Trabalhar muito tempo não significa trabalhar bem. Pode ser exatamente o contrário.

2. Insatisfação com o emprego tem um custo alto para as empresas.

3. Não há como isolar o ser humano do funcionário. Se bem compreendidas e canalizadas, suas paixões podem ser muito úteis para os negócios.

4. Produtividade é um conceito muito relativo. Não pode ser entendido a partir de um ponto de vista imediatista. Um curso que parece perda de tempo agora pode ser fonte de inúmeras soluções (intuitivas ou racionais) no futuro.

Mais sobre a 37 Signals: Caindo na Real. Pela simplicidade e flexibilidade

enviada por eduf



04/03/2008 22:40

Novo blog vai vasculhar o mundo do software livre



A rede de blogs sobre tecnologia GigaOm ganhou mais um integrante, o OSTatic. O novo diário vai cobrir a área de software livre, testando lançamentos e recomendando aplicativos. Se o conteúdo tiver a mesma qualidade do New TeeVee (sobre vídeo online e mobile), do Web Worker Daily (trabalho, produtividade pessoal e tecnologia) e do próprio GigaOm (sobre mercado de internet), vai valer muito acompanhar os artigos. Só para começar, o blog já disponibilizou uma ferramenta para buscar aplicativos gratuitos, divididos por área de interesse.

enviada por eduf



04/03/2008 20:51

Terceirizando os seus e-mails

"Recebo entre 500 e 1000 e-mails por dia. Para dar conta disso, tenho assistentes virtuais no Canadá e sub-assistentes em Bangalore que filtram minhas caixas de entrada usando regras de processamento do Google Docs. Conectados no Skype e pagos via PayPal, essa equipe transforma uma tarefa de 10 horas numa chamada de telefone de 20 minutos".

Tim Ferriss, autor do livro The 4-Hour Workweek (inexplicavelmente ainda não lançado no Brasil), em debate publicado pela revista The Economist.

enviada por eduf



03/03/2008 10:23

Professor do MIT ensina como pensar

ed boydenO professor do departamento de engenharia biológica, chefe dos grupos de neuroengenharia e neuromídia do MIT, Ed Boyden (foto ao lado), publicou um artigo em seu blog no qual tenta ensinar como pensar. É uma tarefa um tanto espinhosa, mas, enfim, suas dicas são bem funcionais e práticas. Quero comentar uma delas:

Sintetize novas idéias constantemente. Não leia passivamente, faça anotações, tente explicar aquilo que acabou de ler, para fixar melhor as idéias.



Não ler passivamente. O que pode ser isso? Apenas anotar e reescrever?

Algumas culturas que se estabeleceram na Ásia têm o costume da contemplação. Essa prática tem diversas dimensões e usos, mas, basicamente, é o ato de sentar quieto e pensar sistematicamente numa mesma coisa, calculando suas causas, conseqüências. Aos poucos você deve sentir aquilo que se aprendeu.

É uma experiência completamente diferente de conhecimento. E que não é muito "explicável" por palavras. Nós, que fomos criados à base da devoção cega aos textos, tendemos a ignorar e até mesmo repelir a idéia de que haja outras maneiras de entender a realidade.

Exemplo: você poder ler sobre a Segunda Guerra Mundial para o vestibular. Bons estudantes podem adquirir uma compreensão intelectual do episódio histórico. Outros somente aprendem a manejar informações técnicas. Pode ser útil, mas é pouco.

A contemplação ajuda a se colocar no lugar das vítimas, imaginar o cenário em suas minúcias, como se você mesmo estivesse passando por aquele sofrimento.

Aqui, o conhecimento deixa de ser apenas teórico. Tem uma dimensão emocional e muito criativa, porque desenvolve sua imaginação e a empatia.

É mais ou menos o que fazem muitos mestres do cinema e da literatura: seus trabalhos são como contemplações sobre acontecimentos históricos. São ótimos complementos para os dados técnicos, tanto que vários professores recomendam filmes e romances para seus alunos. Mas, ainda assim, não substituem o exercício individual de separar um tempo para pensar por si mesmo no assunto.

A contemplação corta com o conhecimento consumista das coisas. Rouba um pouco do tempo que gastamos em ler, ouvir, clicar e assistir tudo na correria, como se estivéssemos num supermercado, derrubando produtos da prateleira no carrinho, só para mostrar – para os outros ou para nós mesmos - que temos dinheiro. Ou para mascarar nossa ansiedade, carência, tédio ou vazio de viver.

PS – Para aprender técnicas mais profundas de contemplação, é sempre importante procurar professores qualificados.

enviada por eduf



02/03/2008 22:10

8 idéias para o futuro do mercado editorial



Por falar em podiobooks, imagine a possibilidade de negócios que esta idéia sugere: suponha que eu seja fã da marca Companhia das Letras. Posso pagar mensalmente uma quantia relativamente barata para receber material exclusivo da editora. Tradutores comentando a edição de um livro, audiobooks, previews de lançamentos etc. Também poderia assinar o canal de determinado autor e receber mensalmente cada um dos seus livros.

Depois da internet e da pirataria, o futuro das editoras deveria ir além de oferecer textos impressos. Elas deveriam prestar serviços. Como a banda Radiohead ensinou na área da música. Há muitas possibilidades de consumo:

1. Exclusividade - livros assinados, edições luxuosas e limitadas.

2. Rapidez - por exemplo, receber o material 15 dias antes do resto do mercado.

3. Comodidade - baixar pdfs e/ou audiobooks.

4. Compartilhamento - escolas, professores e até "pessoas físicas" poderiam comprar licenças para copiar e distribuir o material sem fins lucrativos. Uma alternativa (mas não uma solução, não sejamos ingênuos) para os xerox nas faculdades.

5. Fidelidade - podcasts, vídeos e material exclusivo, como citados acima.

6. Alternativas - pagar por pacotes que incluíssem tudo isso.

7. Doações - ainda que no Brasil não haja costume de subisidiar espontaneamente produtos culturais, podemos acreditar que um dia haverá editoras pelo menos tentando publicar livros de graça em seus websites e perguntar aos visitantes, como fez o Radiohead, "quanto você quer pagar por isso?"

8. Publicidade - a pior das idéias, mas, afinal, uma possibilidade de baratear preços e custos: inserir publicidade relevante em livros. É claro, em locais nos quais não atrapalhe a leitura. Por exemplo: você quer pagar R$ 1 por um livro de Harry Potter? Compre a edição com publicidade de escolas de magia na segunda e terceira capa. Ou a que vem com uma sobrecapa com propaganda. Pessoalmente, eu evitaria essas edições. Mas, numa situação de dureza, apelaria a elas facilmente.

No atual cenário, centrado nos livros impressos, com seu alto custo financeiro e ambiental, essas idéias parecem difíceis de ser implementadas. Mas quanto mais diversificadas forem as fontes de renda das editoras, maiores poderão ser as possibilidades de lucro. E a comodidade do leitor. É só perder o elitismo arrogante de que o livro impresso é "sagrado" e inflexível.

enviada por eduf



02/03/2008 22:02

Depois dos ebooks e audiobooks, vem aí os podiobooks

Apesar de ainda não terem se popularizado no Brasil, os audiobooks são uma das coisas mais úteis e divertidas disponíveis no mercado editorial. Aos poucos, estão criando suas próprias características, se tornando um formato distinto e bem interessante. Por exemplo, posso ouvir Sean Penn lendo o livro de crônicas de Bob Dylan, ou o cineasta David Lynch lendo "Catching The Big Fish", com as ênfases e pausas que ele mesmo imaginou ao escrevê-lo. É claro, além da comodidade de ter acesso a um texto mesmo quando não tenho condições de parar e manusear o impresso (no trânsito, por exemplo).

Há espaço para vários formatos de distribuição de livros: o tradicional, o pdf e o áudio. Mas agora surgiu mais um jeito: os podiobooks. Basicamente, a idéia é disponibilizar audiobooks como fazemos com podcasts. Ou seja: você vai até o site Podiobooks.com, assina o conteúdo (neste caso, gratuito) e recebe periodicamente os arquivos de áudio no iTunes ou qualquer outro agregador que prefira. Já estão disponíveis mais de 187 títulos - a maioria em inglês -, transmitidos a quase 42 mil assinantes. Vamos torcer para que a idéia pegue.

enviada por eduf






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