09/06/2007 16:51

Entrevista de Mônica coloca Renan em sitação desconfortável


Todo mundo já comentava em Brasilia, desde o dia em que eu saí de lá, há uma semana: a revista 'Veja' tinha mais muita munição estocada para responder às respostas do senador Renan Calheiros

Reconheçamos. Parece que o senador comemorou muito cêdo sua 'inocência'.

A capa desta semana de 'Veja' deixa Renan numa situação bastante desconfortável.

A revista traz uma entrevista exclusiva com Mônica Veloso, mãe da filha do senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Mônica confirma o que já havia dito por meio de seu advogado, Pedro Calmon Filho: tudo o que recebeu durante quase dois anos (entre fevereiro e março de 2004 a novembro de 2005) sempre foi entregue, em dinheiro, pelo lobista Cláudio Gontijo, amigão de Renan.

As entregas, com poucas exceções, eram feitas no escritório da construtora Mendes Júnior em Brasília (nome, identidade, hora e sala eram registrados).

enviada por Tão



09/06/2007 16:26

A vergonha de ser corrupto no Japão




No seu blog 'Inteligência Estratégica', o Jorge Hori ensina:

No Japão, o suicídio de corruptos não é pela vergonha de ser corrupto. É pela vergonha de ser preso.

Um corrupto digno desse nome não pode ser pego.

O indigno é aquele que, por incompetência ou descuido, foi pego.

Quer saber mais sobre o virus da corrupção no Brasil e no mundo?

Acesse 'Inteligência Estratégica' aí ao lado.

enviada por Tão



09/06/2007 15:56

Paris Hilton volta para cadeia. Que pena....




A milionária e sócia-honorária do seleção mundial da futilidade, Paris Hilton, voltou para a cadeia.

Lástima.

Ao ser liberada da prisão, a Justiça determinara que ela deveria usar uma coleira eletrônica amarrada no tornozelo para que a polícia pudesse acompanhar seus passeios à distância.

Alguns estilistas do "Fashion Week" do Rio já haviam planejado fazer suas modelos desfilarem com coleiras idênticas.

enviada por Tão



04/06/2007 14:55

Caos aéreo vira bate-boca entre a midia e a Aeronáutica




A repórter Leila Suwwan, da sucursal de Brasilia da 'Folha' noticiou que há uma semana, na madrugada do dia 27 de maio, 30 voos em direção à Europa ficaram sem qualquer comunicação com o Cindacta-3, de Recife, que deveria acompanha-los via radio.

Está tudo registrado no livro de ocorrências do controle aéreo.

Ou seja, é informação oficial. Também consta dos registros que o Cindacta-3 apresentou falhas na frequência de rádio.

Um piloto da TAM precisou mudar de altitude, sem auxílio do controle aéreo, por causa de problemas meteorológicos e ficou em rota de colisão com outro vôo da mesma empresa.

A Aeronáutica foi procurada pelos jornalistas da 'Folha' nos últimos dias para detalhar o ocorrido.

Não o fez. Em compensação mandou abrir uma sindicância interna para investigar o vazamento da notícia para a imprensa.

Os oficiais têm garantido em depoimentos nas CPIs do Congresso que não existem falhas (neste momento deve estar depondo o Comandante da Aeronáutica, Junini Sato).

Os controladores, que não podem falar publicamente porque são militares, enviam documentos à imprensa para rebater.

Na semana passada, a mesma 'Folha' revelou que no Cindacta-4, de Manaus, os profissionais fazem o controle sem uso do radar porque há muita duplicação de alvos e informações incorretas sobre os vôos.

Na sexta, a ABCTA (Associação Brasileira dos Controladores de Tráfego Aéreo) emitiu um "boletim de segurança" orientando os controladores a não realizar 'vigilância radar' se houver falhas e até a encerrar totalmente o controle aéreo se não houver freqüências funcionando ou autorizadas para determinado setor.

A assessoria de imprensa da FAB confirmou a autenticidade da cópia do documento enviado à 'Folha'. Mas nega o conteúdo. Insinua o que trecho foi forjado.

O caos aéreo vai acabar num bate-boca ridículo entre a midia e as autoridades responsáveis. Ou irresponsáveis.

Enquanto isso os aviões continuam voando orientados, quem sabe, pelas mãos de Deus.

enviada por Tão



04/06/2007 10:48

A Gautama agiu dentro da lei. Só aproveitou suas falhas






Segunda-feira pela manhã. Começo de semana.Quem sabe de uma nova vida.

Decepção total. As manchetes falam em corrupção.

Sempre o mesmo assunto: corrupção...corrupção...corrupção. É o samba de uma nota só.

Ou melhor, de milhares de notas, ou milhões.

A corrupção do dia, segundo a Polícia Federal, envolve documentos que detalham ação de quadrilha de juízes. Foram apanhados graças a gravações feitas com autorização judicial.

Pelo menos isso o Poder Judiciário concede. Já é alguma coisa mesmo que em seguida venha o habeas-corpus, tambem passível de ser comprado. Por unidade, ou por quilo.

Essa coisa não muda, e não mudará tão cedo.

Vou ao blog 'Inteligência Estratégica' do Jorge Hori. Encontro lá, na quarta nota, a observação que confirma minha tese.

A corrupção é uma doença persistente que se instalou no organismo da administração pública brasileira, desde que ela existe. Vem dos tempos da dominação portuguesa.

Só que fica adormecida. Ou melhor não é percebida a não ser em momentos como o atual, quando se tornam visíveis, e escandalizam a sociedade.

Ver no blog http://www.cndpla.blog.uol.com.br .


Jorge Hori diz que essas erupções bruscas . provocadas por algum virus inoculado na vida publica há centenas de anos, dão a falsa impressão de que existe uma epidemia fora de controle.

E para muitos, o culpado é o médico que descobriu e fez o tumor evidenciar e supurar com todo o seu odor fétido.

Ou seja, o governo federal atual, ou mais especificamente o Presidente da República, que através da Polícia Federal tem evidenciado a existência do tumor.

Recomendação que não esta dita, mas fica quase implícita na análise de Hori: é melhor nos habituarmos a conviver com a corrupção, uma convivência pacífica.

Ela sempre campeou pela aí, e nós, almas tolerantes que somos, aprendemos a aceita-la.

Poucos casos vinham à tona, o que poderia dar a impressão de que a doença era desimportante.

Ele lembra que O PT, ao assumir o poder central já vinha com o virus, dentro da perspectiva de que o partido precisava fazer caixa para conquistar o poder maior. Deu certo. Lula foi eleito pela primeira vez.

Assim, a corrupção não foi combatida, eliminada ou mesmo minimizada.

Os petistas deram continuidade aos processos que já vinham do governo anterior. Ou dos governos anteriores, vários deles.

Enfim, não houve contenção da doença. Pode ter ocorrido até um certo agravamento.

A criação de mecanismos de controle resultou no chamado 'tiro pela culatra'. Os mecanismos de controle acabaram contaminados.

Hori lembra que ao se fazer estimativas do efeito da corrupção nas contas públicas, não se contabiliza o aumento dos gastos para um controle que não existe.

A sociedade está escandalizada com a ação da tal Gautama, empresa da qual eu você e a torcida do Flamengo jamais tinhamos ouvido falar.

Poucos sabem, porém, que a Gautama apenas seguiu o que manda
a Lei n 8666/93, criada exatamente para regular as contratações de bens e serviços.

Fez tudo mas dentro da lei. Apenas proveitou as suas falhas.

enviada por Tão



01/06/2007 20:00

Sai Mangabeira, entra Alckmin: Harvard segue prestigiada



Foto Walter Valdevino/insanus.org/anovacorja

O PSDB prepara um ato político para receber o ex-governador Geraldo Alckmin em sua chegada a São Paulo.

Ele vem todo inchado, e com razão.

Fez um cursinho de seis meses em Harvard e deve voltar tentando evitar o sotaque bostoniano que acabou fazendo algum sucesso nos meios políticos do Brasil graças as proezas e malabarismos do professor harvardiano Mangabeira Unger, uma mistura de mestre de Direito, politicólogo e financista disfarçado.

Como se sabe, Mr. Mangabeira acaba de dar um salto mortal triplo, sem rede de proteção, tentando passar de empregado do Daniel Dantas a ministro do governo Lula. Espatifou-se antes de assumir. Ou melhor, antes de subir.

Por falar em Harvard, uma das maiores frustrações das pessoas inteligentes brasileiras é não poder freqüentar essa tradicional instituição.

Não que exista algum obstáculo, digamos, preconceituoso que impeça as pessoas inteligentes brasileiras de chegarem lá.

É apenas uma questão de distância.

Harvard, mesmo fiel aos princípios aristocráticos da velha Boston, sempre abriu suas portas para pessoas inteligentes do mundo todo.

É famosa em Harvard a história de Caleb Cheeshahteaumuck, um
pele-vermelha que entrou para a universidade em 1660 (sim, 1660) e bacharelou-se em 1665.

Quando voltou para sua tribo, Caleb impressionou as jovens índias não só pelo seu sotaque marcadamente bostoniano como pelas suas gravatas e os paletós de veludo verde, tão comuns na época entre os garotões de Harvard.

Caleb colocou na sua tenda um cartaz com um dos 'slogans' da universidade: “Nós produzimos os melhores frutos da Nova Inglaterra”.

Durante anos Caleb funcionou como formulador de projetos políticos alternativos para a tribo.

Essas reminiscências sobre o velho e bom Caleb sempre nos vêm à memória a propósito do interesse das pessoas inteligentes do Brasil pela tradicional escola.

Lembro-me, como se tivesse acontecido ontem, da reunião das mais proeminentes cabeças do antigo MDB com o então recém-chegado de Harvard, o professor, jurista e sociólogo Roberto Mangabeira Unger, um dos responsáveis pela popularização da universidade nos meios políticos tupiniquins.

As eminências do velho MDB convidaram Mr. Unger para que ele ajudasse o partido.

O velho MDB necesitava urgente de encontrar propostas objetivas para o exercício de uma oposição mais eficaz pois estava sentindo que era chegado o momento da transição do regime autoritário para um regime semi-autoritário.

Quando eu cruzei com o professor Mangabeira nos saguões do Hotel Nacional, percebi logo que ali estava um dos melhores frutos da Nova Inglaterra.

O professor não usava paletó de veludo verde (devia ter caído de moda em Harvard), mas o sotaque era impecável.

Isso sem falar na pasta de couro que o professor arrastava pelo saguão. Devia pesar uns 20 ou 30 quilos. “É o peso da sabedoria de Harvard”, conjecturei.

À noite, ainda meio vergado pelo peso da pasta e dos seus profundos conhecimentos, o professor Mangabeira apareceu na casa do senador Roberto Saturnino para uma palestra a um seleto lote de oposicionistas das mais variadas tendências.

O auditório estava ávido para ouvir o que de mais moderno existe em matéria de projeto político alternativo (as teses do índio Caleb também haviam caído de moda, creio).

E, convenhamos, o professor, como acontecia com Caleb, foi um sucesso.

Segundo ele, o MDB, naquele momento crucial da sua existência, teria três possibilidades:

1) continuar sendo o mesmo MDB velho de guerra que a gente conhecia fazia tempo;

2) o MDB podia reciclar-se, tentando aproximar-se intimamente da classe trabalhadora;

3) o MDB podia acabar.

Quando alguém do auditório perguntou qual das três hipóteses ele
achava a mais indicada, o professor foi de uma objetividade digna dos melhores homens que passaram por Harvard: “I came to hear”, disse.

Muitos não captaram, no primeiro momento, toda a sabedoria embutida nessa assertiva.

Até que um dos senadores emedebistas presentes – parece que foi o senador Leite Chaves – venceu a timidez que a figura imponente do professor impunha aos ouvintes e traduziu para que os demais compreendessem: “Ele está dizendo que veio para ouvir”.

Houve um instante de perplexidade, até que espocassem palmas discretas, palmas de jogo de tênis no Country Club.

Naquele final de semana, a frase do professor Mangabeira correu de boca em boca nos gabinetes emedebistas do Congresso.

As melhores cabeças do partido explicavam para as piores cabeças o significado da expressão “eu vim para ouvir”.

Como Caleb Cheeshahteaumuck, Mangabeira Unger impressionara
vivamente o auditório.

Muitos emedebistas não hesitavam mesmo em definir a noitada na casa do senador Saturnino como o momento mais importante vivido pelas oposições brasileiras nos últimos anos.

De fato, não se podia esperar menos de uma aproximação Harvard-MDB. Nem se poderia duvidar da capacidade profissional do professor.

Afinal Mangabeira Unger, entre tantos títulos, tinha um realmente insuperável: ele era o único 'brazilianist' brasileiro.

Agora, o tempo passou, tudo mudou, caimos na mais deslavada democracia e Mangabeira Unger acabaria sendo convidado por Lula para o cargo de ministro da nova Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo, com o sugestivo nome de SEALOPRA.

No entanto, parece que o presidente, depois do convite, quando pôs a cabeça no travesseiro pensou melhor.

Antes de embarcar para a India (com conexões),onde deve permanecer nove longos dias, mandou um recado via ministro Mares Guia para que Mangabeira recusasse o convite.

O presidente pode ser até generoso com alguns amigos. Dizem que quem pediu por Mr. Mangabeira Unger foi o vice-presidente José Alencar, a quem Lula sempre foi muito grato.

Agora, botar para dentro do governo um personagem que goza do respeito e admiração (além de polpuda remuneração) do controvertido banqueiro sem banco Daniel Dantas era como alimentar uma cobra venenosa dentro do quarto de dormir.

Se o problema é não melindrar Harvard e o harvardianos, o melhor é convidar logo para o cargo o Geraldo Alckmin.

Além de estar desempregado, pelo menos combina com a infeliz sigla escolhida para designar a nova secretaria: SEALOPRA.

enviada por Tão



01/06/2007 10:45

Governar a Italia (ou o Brasil) não é dificil. É inutil




Enfim, dada a ausencia de fatos preocupantes deste lado do Atlântico, onde tudo corre conforme os planos, dentro dos trilhos, façamos como recomenda a Florberla Espanca.

Só a obrigação de ser politicamente adequado me impede de escrever que a sra. Espanca é uma das maiores poetisas da língua.

O adequadamente correto seria dizer 'poeta'. Usar ´poetisa' já revelaria uma discriminação sexual inaceitável.

Enfim, existem idiotas em todos os ramos de atividade, inclusive entre os radicais do politicamente correto.

Eu iria até mais longe. Principalmente entre eles.

Pois a poeta em questão nos recomendava a abrir as janelas da alma e é o que fazemos neste 'post'. Abrimos nossas janelas para o mundo exterior.

Falamos sobre o eterno confronto entre os intectualizados e sempre contidos franceses e os extrovertidos moradores da península itálica, que vivem logo ali, ao lado.

A disputa entre Asterix, o bravo gaulês, sempre acompanhado do Obelix e seus menires, e a soldadesca romana, com seus sandaliões de legionários empoeirados e ridículos, parece não ter fim.

A rivalidade entre França e Itália é irreversivel. Nenhuma comunidade européia conseguirá acabar com ela. É como flamenguista versus vascaino, no Rio, ou corintiano e palmeirense em São Paulo.

Vejam a provocação que o correspondente do sempre inteligente "Le Monde", publica sobre o momento político italiano.

Segundo o correspondente do jornal em Roma, Jean Jacques Bozonet, a classe política italiana é ineficaz, onerosa e, principalmente, corrupta.

Esse tal de Bozonet deve ser o jornalista padrão "Monde", modelo anos 60.

Um tipo ranzinza, que vive se esqueirando, chápeu tipo inspetor Clouseau, fumando um "Gitane" atrás do outro.

Enfim uma figura que beira o soturno.

Se acontecesse no Brasil, provavelmente alguma alta autoridade o deportaria sem maiores delongas.

Mas, 'hèlas', eles são franceses, italianos - europeus enfim - e se acham mais civilizados do que nós, de temperamento quente, latino-americano, que vivemos entre as arrogâncias de um Pancho Villa, herói mítico-revolucionário mexicano, e a melancolia nostálgico-romântica do Trio Los Panchos.

Classe política onerosa ? Corrupta ?

Ah...se fosse aqui, ele iria ver o que era bom !

Só os discursos inflamados de protesto nos plenários da Câmara e no Senado levariam à loucura as delicadas taquígrafas das chamadas Casas Legistativas. Várias desmunhecariam no percurso.

Isso para não falar na rápida reação do Ministro da Justiça de plantão, fosse ele de qualquer partido. Ou mesmo apartidário.

O ministério acionária imediatamente todo o dispositivo legal (que muitas vezes resvala para a ilegalidade) e tomaria as providências cabíveis.

E o que diz, no seu despacho, esse desqualificado cidadão que se assina Jean Jacques Bozonet?

Ele lembra o comentário de Oscar Luigi Scalfaro, que na época era o chefe do Estado: "Foram questões de ordem ética, e não problemas políticos, que provocaram a queda da Democracia Cristã e do Partido Socialista Italiano".

Scalfaro disse isso numa entrevista ao diário "La Repubblica", próximo do centro-esquerda.

Esse desencanto com a falta de ética na política, aliás, é diagnosticado pelo próprio "La Repubblica" como um dos motivos das dificuldades que Romano Prodi, o atual presidente do Conselho, vem enfrentando para concretizar as reformas que dele se espera desde a sua eleição, um ano atrás.

O ranzinza (às vezes enigmático) homem do "Monde" cita outro diagnóstico, agora do 'ferrarista', Luca Cordero di Montezemolo.

Entre uma vitória e outra do 'brasiliano' Felipe Massa, Luca di Montezemolo preside a Confindustria, uma espécie de Fiesp local.

Ele disse numa reunião de empresários que a política é a principal empresa do país, com cerca de 180.000 eleitos.

E explicou. "O custo da representação política no seu conjunto é igual aos da França, da Alemanha, do Reino Unido e da Espanha reunidos. Só o sistema dos partidos custa ao contribuinte 200 milhões de euros por ano, contra 73 milhões na França".

Vão além as infâmias relatadas pelo homem do "Monde". Ele lembra, por exemplo, que no parlamento estão presentes 17 blocos parlamentares e 23 partidos políticos, sendo que desses últimos, 17 obtiveram menos de 3% dos votos.

E o que dizer do paquidérmico governo, que sustenta o peso dos seus 105 ministros e subsecretários de Estado?, indaga o intrigante Bozonet?

Ele mesmo tenta uma resposta desajeitada afirmando que um livro publicado recentemente, intitulado "A Casta", apresenta um levantamento da lista espantosa das vantagens, dos desperdícios e dos escorregões de dirigentes descritos como sendo "intocáveis".

Esta enquête foi realizada por dois jornalistas, é um sucesso de vendas nas livrarias.

Nele, descobre-se que, dotado de um orçamento de 224 milhões de euros (R$ 638 milhões), o palácio do Quirinal custaria quatro vezes mais do que o palácio de Buckingham na Inglaterra.

Um inquérito conduzido por uma ONG de contribuintes, revelou que a Itália pulveriza todos os recordes em matéria de carros oficiais de função.

Do chefe do Estado até o mais anônimo conselheiro da menor repartição pública local, haveria mais de 574.215 deles em circulação servindo à máquina pública.

Na França seriam apenas 65.000.

Diz ainda o ranzinza homem do "Monde" que a imprensa divertiu-se calculando que, caso todos eles fossem enfileirados, esses carros formariam um gigantesco engarrafamento de 2.756 quilômetros.

Ele lembra também que ao longo dos últimos anos, a Itália assistiu a um aumento irresistível do número dos conselheiros nas regiões, a uma multiplicação das contratações nas coletividades locais, e a um recurso sistemático da administração a consultores e a supostos especialistas exteriores.

"Quantas creches nós poderíamos construir com o salário que vem sendo pago aos 18.000 conselheiros administrativos dessas entidades públicas?", indagou o Montezemolo na sua exposição ao patronato italiano.

Luca di Montezemolo insistiu num ponto: "Uma coisa é respeitar a política e os seus custos, outra coisa bem diferente é fingir que nada de errado está acontecendo diante da duplicação das estruturas, dos encargos, das prebendas que oneram a coletividade, e ainda diante de toda uma série de privilégios que muitos políticos atribuíram a si próprios".

E prossegue o intrigante Bozonet: "Nós desenvolvemos o federalismo sem obrigar, no mesmo tempo, o Estado central a emagrecer, o que duplicou a burocracia, criando novos terrenos propícios para a corrupção", comentou Bruno Ferrante, um antigo prefeito que foi nomeado recentemente alto-comissário contra a corrupção.

Esta última estaria "em processo de progressão exponencial", segundo o general Giuseppe Vicanolo, da Guardia di Finanza (força policial fiscal a serviço do ministério da Economia e das Finanças).

Em 2006, 147 pessoas foram presas e 1.072 foram alvos de processos judiciários.

Trata-se de um recorde no período dos últimos dez anos, mas que poderá ser batido em 2007.

Para os quatro primeiros meses do ano, o responsável da polícia financeira deu conta de 93 prisões e de 130 milhões de euros (R$ 340 milhões) em comissões ocultas já confiscados.

A corrupção envolveria mais da metade das administrações centrais e cerca da metade das coletividades locais.

Em regime de emergência, o parlamento se debruça sobre um plano de redução das suas despesas e dos privilégios dos parlamentares.

Esta "empreitada de moralização" foi apresentada pelo presidente da Câmara dos deputados, o comunista Fausto Bertinotti, como "um sinal de estão sendo ouvidas" as críticas que emanam da opinião pública.

O governo prepara para meados de junho um projeto de lei constitucional que irá modificar as relações entre o Estado, as regiões e as sociedades locais. O plano prevê um drástico enxugamento da administração pública.

E Bozonet finaliza seu comentário com uma observação que beira a subversão quando vê no horizonte o risco de regressão democrática.

Esse risco já teria sido denunciado por alguns editorialistas.

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Meu caro Jean Jacques Bozonet, se me permite a liberdade de dirigir-me diretamente a você (lembro que os editorialistas da grande imprensa muitas vezes dirigem-se diretamente a chefes de Estado e até ao papa), existe uma frase célebre sobre a politica italiana que a direita atribui à Mussolini e a esquerda ao veterano lider Sandro Pertini.

Indagado se era difícil governar a Itália, Mussolini ou Pertini, teriam respondido : "Não é dificil, é inútil".

Portanto, M. Bozonet, deixe de fazer provocações grosseiras contra os italianos.

E, se aceitasse um conselho, recomendariamos que sequer se atreva a por os pés no território nacional.

Não apareça por aqui com sua bagagem de maledicências.

Isso pode colocar em risco o excelente relacionamento entre nossos governos.

Governar o Brasil, como diziam Mussolini ou Sandro Pertini, também não é dificil. É inutil.

enviada por Tão



31/05/2007 23:33

Nossa solidariedade ao parlamentar Clodovil




Estamos de volta. Desde o dia 16 estivemos fora do ar. Ou melhor, fora do mundo, ou quase isso. Depois explicamos os motivos.

Antes, porém, queremos surfar a onda de solidariedade que varre o país.

Tá todo mundo se solidarizando com todo mundo. É solidariedade pra cá, solidariedade pra lá. Pode faltar emprego, vaga em hospital público, pode até ter gente (pouca) passando fome.

O que não falta é solidariedade.

A cada discurso de parlamentar, a categoria entra na fila para
manifestar a sua irrestrita solidariedade.

A economia do Brasil vive a sua melhor fase. Isso o presidente Lula já informou.

A política pelo jeito está no mesmo rumo.

As manifestações de solidariedade ao senador Renan Calheiros são um índício desse novo e louvável espírito.

Que alguns maldosos chamariam de "esprit de corps".

Nós, modestamente, gostariamos de nos solidarizar com o deputado-estilista Clodovil, a mais recente vítima do "overbooking", essa ultima novidade adotada pela aviação comercial brasileira.

O deputado-estilista foi retirado de um avião da Gol, que sairia às 15h desta quinta-feira de Brasília, quando tentava embarcar para São Paulo.

A confusão começou quando um comissário pediu para Clodovil trocar de lugar com outro passageiro - os dois queriam o mesmo assento.

Irritado, Clodovil disse que não mudaria de lugar e que deveria ser respeitado já que era idoso e deputado federal.

Por conta de uma suposta agressividade com que teria se dirigido ao comissário, Clodovil foi vaiado e xingado pelos passageiros do avião.

Liga não, Clô. Perdoa.

Passageiro de avião, no Brasil, é como criança.

Pelo menos é assim que estamos sendo tratados ultimamente pelas empresas aéreas.

Elas nos enganam vendendo duas vezes a mesma passagem, iludindo a gente com convites para nos dirigirmos ao portão 14 quando na verdade o embarque se dará pelo portão 2, piso inferior, e por aí vai.

E depois, já dentro do avião, os comandantes nos enganam dando aquelas desculpas esfarrapadas para tentar justificar atrasos injustificáveis.

E você já reparou no prazer sádico dos comandantes ao comunicar aos passageiros a temperatura exterior ?

Isso eles fazem para nos assustar. É uma insinuação velada.

É como se dissessem: 'fica quietinho aí, espremidinho entre os bancos (já não reclinam mais como antigamente), cale a boca e mastigue sua barrinha de cereais. Ou eu te ponho lá fora pra congelar'.

enviada por Tão



16/05/2007 23:40

Calma...calma...Estamos falando de De La Rua




O problema daqueles que ascendem ao poder empurrados por uma proposta de moralização é que a cidadania, nem bem os descobre em uma falha moral, é ainda mais severa com eles, que com seus antecessores.

Um candidato que tenha feito da pureza sua bandeira, e tropeça moralmente, a cidadania não o perdoa porque já não o considera nem um cínico, mas um hipócrita.

Calma...calma. Estamos falando da Argentina em 1999, na época de Fernando de La Rua.

E citando um trecho da coluna de Mariano Grondona no 'La Nación' do último domingo.

enviada por Tão



15/05/2007 15:30

Flagrados em pleno namoro, tucanos reagem à altura





Foi só o discretíssimo namoro petista-tucano cair na boca de Matildes, para o presidente do PSDB engrossar a voz e passar a criticar duramente o governo.

Tasso Jeiressati falou em 'caos administrativo', levantou a possibilidade de um 'apagão' energético, disse que o governo atual destruiu o modelo anterior, alertou o auditório que, se ocorrer o colapso, o governo vai culpar o ministério do Meio Ambiente.

Enfim, falou com a agressividade de um oposicionista irrecuperável para um seleto público no Fórum Nacional, no auditório do BNDES, no Rio.

Tasso disse ainda que "houve redução sensível na qualidade da gestão pública e o apagão aéreo é só uma ponta do imenso iceberg do caos administrativo do governo".

Ampliando suas críticas, o presidente do PSDB condenou a entrada da Venezuela no Mercosul que, segundo ele, "é uma bomba que se coloca no bloco e de novo por motivos ideológicos e políticos".

Enquanto isso, de Minas, Aécio Neves mandou dizer que ele, José Serra e Fernando Henrique Cardoso continuarão unidos pelo resto da vida, na alegria e na tristeza.

Tudo para despistar quem enxergou o namorico e falou sobre ele na mídia, como foi o nosso caso.

P.S. - Como já dissemos, até a convenção tucana não ocorrerá nenhum tipo de enlace ou desenlace. Depois, tudo é possível. Afinal, mesmo escondido, o namoro continua.

enviada por Tão



15/05/2007 10:33

O DEM diz que é favor da vida. Só para provocar Lula



Na foto, um futuro eleitor do DEM

Os Democratas fecharam questão contra o aborto!

A proposta de legalização vem sendo encampada pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

O DEM é o primeiro partido que define sua posição sobre o assunto.

Já tinhamos avisado que a oposição ia fazer de tudo paras colocar Lula num debate que é problema exclusivo da igreja.

Pois já conseguiram.

Bem, o jeito é virar muçulmano. E quem sabe assinar ficha no Hamas e ir divertir as crianças com o sósia do Mickey Mouse.

Que continua no ar apesar de tudo.

enviada por Tão



15/05/2007 09:58

Apesar do 'aquecimento global' , o Rio continuará lindo






Na reunião de prefeitos do mundo inteiro em Nova York, o do Rio mostrou-se relativamente otimista.

Admitiu que a previsão mais segura de subida do nível do mar em função do aquecimento global de 50 cms no final deste século afetaria seriamente o sistema de drenagem da área de Jacarepaguá.

Curiosamente, segundo o prefeito carioca, nada ocorreria com as construções, nem com o sistema de drenagem de toda a orla, que se encontra uns 4 metros acima do nível do mar.

As praias perderiam um pouco de areia e nada mais.

Ou seja, o Rio de Janeiro continuaria lindo. É isso que interessa,
não é mesmo? Jacarepaguá que se afogue!

enviada por Tão



15/05/2007 09:27

ACM que CPI no Senado para saber 'tudo sobre tudo' .






A tucanagem ainda hesita sobre o apoio a abertura de uma CPI do 'Apagão Aéreo' no Senado. Argumenta que já está instalada uma na Câmara.

O senador Antonio Carlos Magalhães, no entanto, já vai avisando que se o PSDB não indicar seus membros na CPI do Senado, o governo pode ir se preparando para enfrentar uma obstrução 'branca' do seu partido na Casa.

Mesmo sem se declarar em obstrução, senadores do DEM poderão, a partir de agora, levantar questões de ordem que tornariam muito difícil votar as matérias de interesse do governo.

Crítico, Antônio Carlos Magalhães, prevê que a CPI do 'Apagão' na Câmara, pelo que se viu nesses seus primeiros movimentos, "pode não chegar a coisa alguma".

Daí a necessidade da que está sendo proposta no Senado. E dá uma visão da disposição oposicionista:

"Não vamos querer poupar a Anac, ou a Infraero, nem a Aeronáutica, nem as companhias aéreas. Queremos saber tudo. Isso não significa que tenhamos o interesse de ferir ou o presidente da República ou o seu governo."

Tudo muito bem, tudo muito bom. Mas quem garante que, mesmo sabendo 'tudo', a CPI no Senado vai chegar a 'alguma coisa'.

O prazo para que os partidos de indiquem seus representantes à CPI se encerra hoje.

enviada por Tão



15/05/2007 07:38

A aproximação entre PT e PSDB fica cada vez mais clara




Como lembra com precisão Carlos Fehlberg, no site 'Política para Politicos' os primeiros movimentos nessa direção foram feitos pelo governador de Minas, Aécio Neves, mas somente na teoria.

Logo viria a eleição do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, do PT, com voto de alguns deputados tucanos. Aí já passamos da teoria à prática.

A partir desse ponto a coisa foi sendo feita cada vez mais às claras.

Entre as ações mais sugestivas tivemos a incursão de líderes do PSDB como Tasso Jereissati, que esteve recentemente com Lula e Aécio Neves.

Quase ao mesmo tempo, há um lento afastamento do PSDB do DEM, ex-PFL.

Nesse jogo cheio de sutilezas, o presidente Lula não perde tempo e também deixa vazar que convidou Fernando Henrique Cardoso para uma conversa durante o encontro no sepultamento de Otávio Frias.

É evidente que ocorre uma distensão entre dois adversários que nas últimas confrontações chegaram a requintes de crueldade de parte a parte.

Ainda, é claro, que obedecendo a um ritmo lento e gradual.

Dos líderes tucanos, Aécio é o que mais se movimenta. Ele não descarta uma aproximação com o governo e faz questão de admitir que nada é irreversível na política: "Não acho que devamos estar longe, definitivamente."

O presidente do PSDB, Tasso Jereissati mesmo cuidadoso, também avança.

Diz que acha não só possível como provável "que estejamos juntos no futuro".

E justifica a aproximação ao dizer "que o PT hoje é social-democrata." Apenas observa que antes as feridas terão que ser curadas.

Fehlberg lembra que a história política recente mostra muitos casos de diálogo e aproximação entre adversários que não se suportavam até outro dia. Basta que exista uma causa comum.

A sucessão presidencial de 1985 assegurou a eleição de um civil graças à aliança entre PMDB e uma expressiva dissidência do PDS, então adversários políticos.

Remotamente, outros registros existem e, entre eles, uma frente reunindo Carlos Lacerda, João Goulart e Juscelino.

É verdade que a 'causa comum' tinha o apelo maior da volta ou a sustentação do Estado de Direito. Serve, porém, para demonstrar a possibilidade de um entendimento político entre adversários tendo como elo um projeto nacional.

O ex-presidente Vargas era mestre nesse tipo de ação política.

De qualquer maneira, ainda que lentamente, as bases estão sendo lançadas.

No PSDB, existem resistências especialmente de Fernando Henrique.

Mas que a um sinal mais vigoroso de um Aécio, de um Tasso, ou mesmo de um José Serra, seriam simplesmente ignoradas.

Essa aproximação, se concretizada, teria o dom de reduzir as especulações em torno de nova reeleição, tema ainda vivo nos bastidores.

E se ao governo interessa ampliar sua base de apoio de forma sólida é possível que aos líderes do PSDB tal embasamento
também lhes convenha mais do que se pensa.

Devemos ainda lembrar que o PSDB chegou a admitir sua participação no governo Collor.

O próprio Tasso e Fernando Henrique foram convidados formalmente para integrar o ministério numa fase de aguda crise nacional. E só não assumiram porque Mário Covas se opôs.

Agora, Fernando Henrique parece desempenhar aquela tarefa de Covas. Só que Mário Covas é hoje pouco mais que um retrato na parede da galeria dos grandes 'tucanos' de todos os tempos.

Mesmo em vida, Fernando Henrique Cardoso poderá vir a ser outro nessas condições.

Fehlberg, como nós, acreditamos, porém, que até o congresso do PSDB no segundo semestre, não teremos novidade.

Ele deverá ocorrer às vésperas das eleições municipais que também constituem um desafio para os tucanos. Afinal com que discurso, no caso de adesão, se apresentariam diante do eleitorado?

Ao seu aliado - mais que aliado, parceiro dos últimos tempos, o ex-PFL, o DEM - restaria então a tarefa historicamente desempenhada pela UDN, a de oposição minoritária, mas combativa.

No DEM, por exemplo, as reações já existem. Rodrigo Maia acha que quando se atira para todo o lado, perde-se a nitidez.

Um motivo a mais para os prováveis futuros adeptos dessa aproximação com o governo ccaminharem com cautela. É preciso avaliar bem as reações, para ver se vale a pena enfrenta-las.

Mas com dizem, "jo no creo en brujas, mas que las hay, hay".

enviada por Tão



15/05/2007 06:37

Golfinhos irlandeses imitam os humanos a adotam gírias




Cientistas que estudam os golfinhos de um estuário do sudoeste da Irlanda acreditam que estes animais poderiam ter desenvolvido um dialeto próprio para se comunicarem.

A Fundação para os Golfinhos de Shannon (SDWF) tem estudado um grupo de 120 golfinhos nariz-de-garrafa que vivem no estuário do rio Shannon.

Os pesquisadores registram seus assovios em um computador.

Na pesquisa, o especialista Ronan Hickey digitalizou e analisou 1.882 assovios de golfinhos irlandeses e de golfinhos da baía de Cardigan, no País de Gales.

Na medição, Hickey distinguiu 32 tipos de assovios, que podem ser classificados em seis grandes grupos.

O pesquisador descobriu que a maioria dos 32 tipos de silvos é empregada por ambos os tipos de golfinhos, mas que oito assovios só eram usados pelos animais irlandeses.

"Estamos elaborando um catálogo dos diferentes tipos de assovios que os golfinhos usam, tentando associá-los a determinados comportamentos, como rastrear, descansar ou estabelecer contato com os outros", explicou à AFP o professor Simon Berrow, diretor do projeto.

Os golfinhos "realizam uma extensa gama de sons parecidos com latidos, grunhidos ou disparos", garantiu Berrow.

O biólogo ainda acrescentou: "quando escutei pela primeira vez os sons parecidos com disparos, me surpreendi. Pensava que a família dos cachalotes (cetáceos da família das baleias) era a única espécie que os utilizava.

Pois é, os 'golfinhos' estão cada vez mais aprendendo com os humanos. Agora já começam a usar 'giria' nas suas conversas.

Lástima!

Logo alguns aprenderão a tocar guitarra eletrônica, outros irão se drogar, outros irão casar-se e desquitar-se, outros serão contra o aborto e passarão a discutir a questão de onde começa exatamente a vida, com certeza alguns entrarão para a política e terão ideias (alguns inclusive acreditarão em ideologias), muitos deles optarão por uma religião, isso para não falarmoss em hábitos muito mais graves, como a pedofilia, etc...

Enfim. Serão humanos como nós.

Espero que aqueles que eles não escolham também um papa.

Tsk, tsk,tsk...nós que esperávamos tanto deles.

enviada por Tão



12/05/2007 12:26

Pequena homenagem a um 'Príncipe' do jornalismo




Murilo Felisberto, entre outras proezas na vida, deu uma cara nova à imprensa brasileira

Em 1966, em parceria com Mino Carta, lançou o 'Jornal da Tarde'.

Redator-Chefe, Murilo Felisberto, o 'Murilinho', cuidava mais do visual do JT, enquanto o Mino olhava mais o 'contéudo'.

Numa modesta homenagem ao "Murilinho" publico aqui um trecho do livro ainda inédito (o título, provisório, é 'Quanta Coisa') que estou escrevendo.

O livro fala principalmente sobre alguns pessoas que realizaram, principalmente em São Paulo, uma autêntica revolução em conceitos da mídia tradicional.

Era um contraste violento.

Ao mesmo tempo que, na cidade, a mídia produzia um extraordinário trabalho de renovação, o Brasil se afundava nos chamados 'anos de chumbo'.

Segue o trecho de 'Quanta coisa':

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"Na urbe ainda meio provinciana na Vila Buarque havia lá um templo de prazer chamado 'La Licorne', jamais frequentável pela ralé, ou tigrada, como diria o Mino, que a tigrada ficava por alí, nos botecos/inferninhos da Galeria Metrópole, alguns, os saudosistas, esticavam até o Brahma onde violinistas saídos de velhos e desbotados álbuns de Gardel insistiam em tocar tangos, ás vezes entrecortados por um lamentável “Champagne” , isso para não mencionarmos certos hábitos como o do Ramão Portão de 15 em 15 dias ir ao 'Som de Cristal', não para picotar cartão, seria ridículo, apenas para ouvir a "big band" do 'Som' e trocar umas e outras com o 'Cabeção', o dono, e às vezes eu ia junto, enquanto as personalidades de cada um dos que vieram vinham chegando, o Carmo Chagas, meu compadre, filho de chefe político em Inhapim - e era coisa importante em Inhapim ser chefe político, o Murilinho que arrebanhou a mineirada toda – ele conhecia todo mundo nas redações enquanto Mino, que era o ‘capo’, conhecia meia dúzia de gatos pingados – o Murilinho que um dia trocou a progressista Lavras e seus bondes precursores pelo tráfego que imaginávamos então intenso, da capital de São Paulo, sem sabermos, ingênuos todos, em que merda ia dar isso de crescer inchando, o Mitre, de Oliveiras , o Kleber, de Guanhães , ele também filho de chefe-politico, o Luciano, o Ivan Angelo, havia alguém de Manhu-Açu (ou seria de Manhu-Mirim ?), meu Deus, quem era?

E o Marco Antonio, que um dia entrou na redação do 'Jornal da Tarde' aos berros – “eu sou a mulher em vias de extinção...eu sou a mulher em vias extinção” – o extinto, límpido e doce Flávio Marcio e tantos outros que desembarcaram na metrópole, hoje a
megacidade, megamerdópolis, cinzenta, escura apesar das luzes amareladas que à noite insistem em iluminar o centro onde ruas desertas são um convite aos vampiros, a prostitutas retardatárias e a homens-embrulho, que dormem o sono dos imprudentes nas soleiras dos edifícios sendo que regularmente morrem a pauladas. Assassinados porque ? Por quem? Perguntas sem resposta, sempre, sempre, perguntas sem resposta."

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Murilo Felisberto faleceu ontem, aos 67 anos.

Chamavam-no de 'Rainha' porque vivia permanentemente rodeado de por uma pequena côrte. Eu prefiro 'Príncipe'.

Um 'Pequeno Príncipe'. Escondia a força numa aparente fragilidade.

enviada por Tão



12/05/2007 05:25

Pão, circo e amor (a propósito da visita do papa)



Foto:José Manoel Rodrigues/www.alentejano.com.pt

Comentário de Lailton Araujo :

O pão é um dos alimentos mais populares do planeta. Está espalhado pelos continentes e acompanhou a evolução cultural de cada povo nos últimos séculos.

Na “Última Ceia” (segundo os cristãos), Jesus Cristo pegou o pão em suas mãos e deu aos seus discípulos dizendo... “Tomai, comei: isto é o meu corpo que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim”.

O circo foi a principal manifestação artística nos últimos milênios. Era e ainda é usado como forma de acalmar ou agravar as manifestações das populações, nas sociedades de qualquer país - já que trazia ou traz no lazer, formas de diversões populares e bizarras.

No Brasil, o circo encontra-se em decadência. As crianças choram! Sentem falta do palhaço, do trapezista, do mágico e das maravilhas em palco e picadeiro.

Longe das lonas e terrenos baldios, e distante dos profissionais da área, o circo é um caso especial e político. Tem a aparência de algo obscuro.

Soa como teatro de mau gosto, mentira, egoísmo, inveja, corrupção e tantos outros desmandos oficiais ou clandestinos.

As combinações de “pão e circo” fizeram os grandes pensadores, poetas, escritores, sacerdotes e outros, repensarem o segredo da vida de uma forma mais humanista e algumas vezes materialista.

A curiosidade continua a mesma: “pão e circo” são necessários à sobrevivência dos humanos?

É do conhecimento geral que o pão alimenta o corpo (é referência na “Última Ceia” de Jesus Cristo) e hoje, alimenta a fé cristã.

O “circo” distrai e deixa relaxado qualquer mortal. É uma diversão que pode mostrar a verdadeira arte circense, alienação ou corrupção!

Será que só de “pão e circo” viveu, vive ou viverá a humanidade? No dueto de palavras entra em cena uma terceira: amor.

A palavra amor é a mais bonita de todas as palavras da língua portuguesa.

O mais interessante é que amor ao contrário - vira Roma - e foi lá na Roma Antiga que ocorreu a maior perseguição, aos que pregavam o amor verdadeiro entre as pessoas.

Homens e mulheres, velhos ou jovens, da situação ou oposição ao regime político, foram devorados por leões em nome do Império Romano - para atender à política do “pão e circo”.

Jesus Cristo deu o pão como alimento na “Ultima Ceia”. Ele possuía o dom de falar na forma de parábolas. Profetizou: “nem só de pão vive o homem”.

Na interpretação dos teólogos: o corpo humano precisaria do pão (o corpo de Cristo) e outros alimentos para sobreviver.

A alma (muitos acreditam que complementa o corpo humano, e outros seres vivos) precisa do amor: fonte essencial para o crescimento espiritual, e a convivência pacífica com outros corpos e almas, nos circos diários da sobrevivência.

Juntando-se três palavras: “pão, circo e amor” - percebe-se que o consumismo da antiga e atual sociedade é ofuscado pela fraternidade de Chico Xavier, Madre Tereza de Calcutá e Irmã Dulce.

A harmonia com a natureza - tão pregada por São Francisco de Assis - é o pão da vida, sem trigo, milho ou fermento, e que cresce!

Poderá crescer ainda mais, quando for distribuído na forma de solidariedade e paz. Um abraço verdadeiro - sem vestígios de mágoas ou interesses materiais - é o “pão, sem circo e com amor”.

É o alimento que levará qualquer indivíduo ao encontro com o Universo do Criador...

Votos de sucesso, harmonia e muita paz!

enviada por Tão



11/05/2007 07:17

Revelação do Japi: o 'brasileiro cordial' tambem é dengoso



Japiassu preparando uma salada canadense

Alguns frequentadores deste 'blig' já notaram que eu adoro falar no Mangabeira Unger.

Dirão os simplesmente pragmáticos, que eu recebo algum do professor de direito que agora trabalha para o governo Lula na Secretaria Especial para Assuntos de Longo Prazo (SEALOPRA).

Um parenteses: essa sigla, como diria (ou já disse) o Ancelmo Gois, faz sentido...faz sentido.

Já os que aliam o pragmatismo à uma certa objetividade, lembrarão que o professor é, segundo o Daniel Dantas, o maior intelectual brasileiro de todos os tempos.

Inclusive trabalha como consultor desse empresário indevidamente chamado de banqueiro - já que não banqueiro - e é mais conhecido como 'O Orelhudo', graças a propaganda que a 'Carta Capital' faz desse pormenor da sua fisionomia.

Mas, retomando o rumo da conversa, eu admito ter uma certa fixação com o professor Unger.

Mas é simples explicar. É que eu, no fundo, gostaria de ter conhecido Boston, e especialmente ter frequentado o curso de Direito em Harvard, do qual Mr. Margabeira Unger foi professor.

Aliás, o mais jovem professor da história de Harvard, pelo que sei. Ou um dos mais jovens.

Imagine voltar de Harvard falando com aquele legítimo sotaque bostoniano tão caracteristico.

É famosa em Harvard a história de Caleb Cheeshahteaumuck, um pele vermelha que entrou para Harvard em 1660 (é isso mesmo), tendo se bacharelado em 1665.

Quando voltou para a sua tribo, Caleb impressionou as jovens índias não só pelo seu sotaque marcadamente bostoniano, como pelas suas gravatas e paletós de veludo verde, tão comuns na época entre os garotões de Harvard.

Eu tenho certeza que faria sucesso idêntico, com o sotaque, mais aqueles paletós de 'tweed' com proteção de couro nos cotovelos.

Na linha 'intelectual anos 80', celebrizada pelo futuro presidente Fernando Henrique Cardoso.

Mas não estou sozinho quando falo em Mr. Mangabeira Unger.

Ele acaba de ser citado pelo Moacyr Japiassu na nota de abertura da prestigiosa coluna 'ImprenÇa', publicada por Japi (tratamento reservado aos velhos companheiros ) no site do 'Comunique-se'.

Japiassu conta que a considerada Analice Guedes Pereira, socióloga paulistana, ficou “impressionada” com a entrevista de Mangabeira Unger à 'Folha de S. Paulo' e reconheceu que o brasileiro, mesmo com sotaque de gringo, é e sempre foi sensível a um afago:

“A gente é um povo dengoso, bom e cheio de amor para dar... A pessoa pode ser inimiga da outra, inimiga até de morte, como se diz, mas não resiste àquela mão estendida, ao sorriso franco da generosidade. Mangabeira Unger deixou isso claro na tal entrevista e me convenceu do seguinte: se Lula oferecer um ministério ao Diogo Mainardi e outro ao Arnaldo Jabor, estará tudo resolvido e ele conseguirá sossego para se transformar no maior presidente da história ‘desse país’.”

O colunista acrescenta uma judiciosa observação do seu secretário particular, Janistraquis.

Janistraquis acha que faltaria arranjar ministérios para Reinaldo Azevedo e Olavo de Carvalho.

De qualquer forma, eu tambem me impressionei com a entrevista do professor.

Afinal, graças ao Sérgio Buarque de Holanda, nós sempre soubemos que o brasileiro era um homem cordial. Agora ficamos sabendo que o brasileiro também é dengoso.

enviada por Tão



11/05/2007 05:32

Estamos com Roberto Requião. É uma questão de estilo




O governador Roberto Requião não foge do pau. Há anos comprou uma briga de foice no escuro com o grupo do jornal 'Gazeta do Povo'.

Não foi um confronto qualquer. Significava enfrentar o pessoal que simplesmente retransmtia a Rede Globo no Paraná.

Agora, Requião rompeu também com o jornal 'O Estado do Paraná', do ex-governador Paulo Pimentel.

Até outro dia, Pimentel era dono da repetidora do SBT no Estado.

Requião proibiu a circulação do jornal nas repartições públicas.

A alegação: publica anúncios de prostituição, disfarçados sob a rubrica de massagistas ou casas de massagens.

Em tempo: Requião e Paulo Pimentel disputaram em dobrada a última eleição. Um para o governo do Estado, outro para o Senado. Requião ganhou. Pimentel perdeu.

Em tempo 2 : recentemente Pimentel vendeu sua representação do SBT para o gruupo da Assolan. Palha de aço e tevê, deve ser uma mistura infalível.

Em tempo 3 : a política paranaense tem suas 'mumunhas' (aliás deve ser a campeã nacional na matéria). Eu nem sei quais são.

Mas esse estilo de enfrentar a mídia de frente, cara a cara, sem medo, me agrada, e muito.

enviada por Tão



11/05/2007 04:26

Incrível, duas capas iguais. E ambas marotas




A nunca assaz louvada 'Folha' e o nunca assaz xingado 'O Globo' deram capaz idênticas na chegada do para Bento XVI.

Coincidências acontecem.

Mas há outra coincidência menos explícita: ambos os jornais insinuam que existe uma falsa questão politica x igreja no caso do aborto.

Essa não é um coincidência tão gratuíta e inocente como parece à primeira vista.

O aborto é um problema para a Igreja Católica!

Depois do México, um país católico na sua essência, depois do plebiscito em Portugal, o pessoal da CNBB está tremendo de medo diante do assunto.

Não me venham dizer que existe uma crise entre o governo brasileiro e a igreja por causa do aborto.

Repito: o aborto é um problema sim, mas é um problema dos católicos.

O estado brasileiro é laico. Não tem nada a ver com isso.

Muito menos o presidente Lula, que a midia com certeza vai querer enfiar numa confrontação inexistente.

enviada por Tão






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