06/06/2007 12:19
Para onde você foi?
* Não entendi nada. Pancadaria entre hooligans e palhaços, umas fotos cool da banda quando criança e uma música maravilhosa. Então está tudo certo.
* Amy Winehouse no Brasil, em setembro? Para fazer uma combinação "garotas superpoderosas" com a Lily Allen? Será?
* Fui à apresentação do sueco José González na terça aqui em SP achando que ia gostar mesmo, afinal já tinha visto um show e meio dele certa vez nos EUA e havia curtido bastante ambos. Mas não pensei que o do teatro do Sesc Vila Mariana fosse ser muuuuuito melhor. Em climão, hã, intimista, o músico dedilhava o violão de uma maneira que nem o Jack White faria se resolvesse tocar bossa pop ou coisa parecida. Tinha horas que eu ficava olhando os dedos deles para saber se o som ouvido era só daquele violão segurado pelo sueco ou se tinha umas três pessoas tocando em algum lugar no palco onde não dava para ver. Cheguei até a procurar um player, um sampler, uma base qualquer que estivesse dando o backup sonoro ao desempenho de González, mas não achei. Nem estou falando da voz maravilhosa dele, repare. Nem de suas canções folk pop brit-escandinava lindonas. E nem vou falar o que ele fez com o violão na cover que fechou a noite, a de “Love Will Tear Us Apart”, do Joy Division.
* Tem José González em Curitiba nesta quarta e um outro em São Paulo na sexta, este em versão pocket, na Livraria da Vila.
* Agora um show de levada um pouco diferente da do José González. Em imagem. Repare nesta foto de uma apresentação também de terça, só que em Nova York, da banda inglesa The Horrors, prediletíssimos da casa. Olha a cara do menino que segura o pé do Faris enquanto o vocalista gigante escala o teto do clube.
* Popload DJ set correria. Nesta quarta, véspera de feriado, tem som no CB, em discotecagem que ainda terá o DJ Focka e show do Barra Mundo. Na quinta, 7, acontece a sempre boa RockFellas, no Vegas. E no sábado que vem, em BH, na Mary in Hell...
* Wow!!!
* Pode ir para o feriado. Segunda tem coluna.
enviada por Lúcio
04/06/2007 19:49
O ANTONY, O HORROR E A MORTE AOS HIPSTERS
* Senhoras e senhores. Para começo de conversa: “os fabulosos, os sensacionais, os únicos... THE WHITE STRIPES!!!!”
* ANTONY AND THE JOHNSONS vem ao Tim Festival, este blog apurou. O cantor anglo-americano de pop-cabaré, que pensa que é a Nina Simone, vai liderar a noite “luxo” do festival. Cat Power está na mesma programação. Alguém disse Bjork?
* Parece que é certo que o Antony and the Johnsons toca em São Paulo no dia 25 de outubro (Auditório do Ibirapuera) e no Rio de Janeiro no dia 27 no Rio (Marina da Glória). Está revelado assim qual vai ser o final de semana do Tim Festival 2007.
* Falando em BJORK, li uma bobagem em algum lugar neste final de semana que é até engraçada. Saiu da boca do produtor francês de electro The Hacker, parceiro da Miss Kittin. Ele disse o seguinte, todo malvadinho, sobre o disco novo da islandesa: “Eu não agüento a Bjork. Ela é insuportável com aquelas viagens do tipo “agora eu sou uma borboleta”. Hihi.
* POPLOAD NO PORÃO. Aí eu ia tocar no Porão do Rock, sábado passado, em Brasília... A discotecagem seria na tenda bem esperta e afastada dos palcos, armada para simular uma pista de dança. O clubinho do porão. Na minha hora fui para lá carregando meus discos e percebi que a tenda já estava lotadaça... de metaleiros. Só tinha homem cabeludo de jaqueta de couro fazendo roda em frente às picapes, um empurrando o outro. A programação do festival, na sexta, pintava aquele cenário do horror: tinha show do Angra, Tuatha de Danann, Galinha Preta (dizem que foi o melhor show do festival), e os punks Inocentes e Garotos Podres. E quem não tava na frente do palco estava ali trombando uns com os outros, na pista. O DJ anterior a mim resolveu jogar para ganhar: tocava Pantera, Rage Against the Machine, Marilyn Manson, Dead Kennedys. Só porrada. E eu ali, com meus CDzinhos de electro-rock. A coisa mais pesada que eu tinha, só para você ter uma idéia, era a música do assobio, dos suecos Peter Bjorn and John. Pensei que aquela seria a minha última discotecagem em vida. Mas ali, no fundo da mala, perdida no fundo em um CD esquisito, achei um Nirvana. A básica “Smells Like Teen Spirit”. Não ia adiantar muito, porque seria ela e só, para “agradar” a “angry mob”. Aí eu destaquei o comecinho de “Teen Spirit” e fiquei tocando o trechinho por quase dois minutos seguidos, só ele. Para resumir como acaba essa história, eu acabei o set tocando Amy Winehouse e a pista bombando. Sem levar nenhuma latada de cerveja. Mas confesso que deu medo.
* Ratos, baratas, vampiros, mulher-zumbi, corvos. No maravilhoso vídeo novo dos prediletíssimos moleques do HORRORS, eles têm a cabeça arrancada, os olhos bicados, as mãos dilaceradas e o vocalista pirulão Feris é comido pela morta. Literalmente. E a morta é a tal “She Is the New Thing”. E a música e o vídeo, desculpe o comentário fácil, são de matar.
* Já que o assunto é clipe doente e mulheres comedoras, o Queens of the Stone Age também fez o dele. Versão alternativa de “Sick Sick Sick”, do “Era Vulgaris”, que era para ser o vídeo oficial mas foi gongado pelo Josh Homme. Aí fizeram um pior que esse, que já não é grande coisa, mas tem lá longe um parentesco com o do Horrors. E, claro, a música em si, “Sick Sick Sick”, é bem boa.
* Bem legal o lendário Canecão, no Rio de Janeiro, reduto sempre da MPB e do mainstream em geral, abrir suas portas para o indie. Nesta terça tocam lá o local Moptop e os elogiadíssimos Móveis Coloniais de Acaju, de Brasília, dentro dos festejos de 40 anos da famosa casa de shows carioca.
* Show internacional bacanudo, numa frequência trippy, acontece em SP nesta terça e quarta em Curitiba..
Grande exemplo da atual globalização da música pop, o cantor sueco José González, descendente de argentinos, mostra hoje seu rock acústico cantado em inglês e inspirado no indie americano no primeiro de dois aguardados shows no Brasil.
Dizendo-se bastante influenciado também pela tropicália e bossa nova brasileiras, González, 28 anos, se apresenta no teatro do Sesc da Vila Mariana, com poucos ingressos restando (se é que já não acabou a esta altura) para a ocupação plena dos 608 lugares do local. Em Curitiba, o sueco canta e toca no bar Era Só o Que Faltava.
“Aprendi a tocar violão em cima de música brasileira”, diz González à Popload, por telefone, de Gotemburgo, na Suécia. “Tudo o que eu queria fazer na época que eu descobri a música era aliviar minha combustão adolescente com a cadência da bossa nova”, fala o músico, que podia até ter nascido no Brasil.
Quando seus pais fugiram da Argentina, em 1976, dominada pelo regime militar, passaram alguns meses no Rio de Janeiro, até serem aceitos na Suécia. Logo depois, já na Escandinávia, González nasceu.
José González é uma espécie de João Gilberto indie, ainda para ficarmos na influência brasileira. Em show movido a banquinho e violão, sua voz delicada e seu algo tipo folk viajante demandam um silêncio absoluto da platéia. Shhhhhhhhhhhh!
* Um dos bons nomes a sair do destacado momento do rock sueco no cenário global, que reluz ao variado som de bandas e artistas e projetos dance como The Knife, Mando Diao, Peter Bjorn and John, Lo-Fi-Fnk e conta com um amigável apoio governamental, José González goza de relativo sucesso na cena independente inglesa e americana desde o começo do ano passado.
Seu primeiro álbum, “Vendeer” (de 2003), e principalmente o single “Heartbeats”, uma regravação dos colegas do The Knife, renderam boas performances nas paradas e uma certa adoção por parte dos americanos. González foi considerado “obrigatório” no festival texano South by Southwest, teve música como trilha de pomposo comercial da Sony e foi pano de fundo para as traminhas amorosas do hoje extinto seriado teen “The O.C.”.
“Eu não esperava nada do que me aconteceu de uns dois anos para cá”, aponta González. “Achava que só eu gostava dessas músicas sussurradas cujo barulho de copos no bar atrapalham o show.”
A vinda de José González ao Brasil é a outra etapa do projeto invasão sueca, promovida pelos agitadores recifenses do Coquetel Molotov, que em dezembro último trouxeram ao país Hell on Heels, El Perro del Mar, Jens Lekman.
José González, que lança seu segundo CD em setembro, ainda faz pocket-show na sexta-feira, na Livraria da Vila, às 14h.
* A história da "Morte aos Hipsters" vem no post que vem. Você não é um hipster, é?
* PROMOÇÃO DA SEMANA: Então fica assim. Para concorrer aos prêmios abaixo, pode ser via comentários ou no email lucio_ribeiro@ig.com.br.
1 - Um (1) ingresso para o show do ótimo músico sueco José Gonzalez, que acontece nesta terça, dia 5 de junho no teatro SESC Vila Mariana.
2 - (Só Curitiba) Um (1) ingresso para o show de Jose Gonzalez, que acontece nesta quarta, dia 6 de junho, no Era Só o Que Faltava.
3 - Pacoteira de três discos: o novo do Wilco, a trilha indie do “Homem Aranha” e o novo do Arcade Fire, todos em edição nacional.
* Está bem... Atendendo a pedidos, tirei os fogos de saudação ao blog. Mas queria deixar bem claro que eu gostava deles.
* Bum!
enviada por Lúcio
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